Em museu e cartórios, Antonietta descobriu a real idade do bairro

Além de brigar pela Pompeia, Maria Antonietta de Fina Lima e Silva também pesquisa sobre o bairro. E acabou levantando uma polêmica: segundo ela, a Pompeia completa seu centenário neste ano, não em 2010, como se comemorou.

Renato Machado, O Estado de S.Paulo

06 Março 2011 | 00h00

Em Raízes da Pompeia, a advogada descreve a história da ocupação do bairro. Conta que sempre se acreditou que a venda da chácara do Barão de Bananal - terreno que deu origem ao bairro - tinha acontecido em setembro de 1910. Mas documentos de cartórios e do Museu Paulista revelam outra data.

Um deles mostra, por exemplo, que em janeiro de 1911 a área foi vendida para a Companhia Urbana Predial, que loteou a Pompeia. A primeira escritura é de alguns meses depois - setembro do mesmo ano - e traz detalhes curiosos, como a negociação da Rua 3, Quadra 33. Hoje nesse local funciona o Hospital São Camilo.

Além de escrever, Antonietta imprimiu mil unidades do livro. Agora procura uma editora para lançá-lo com uma tiragem maior.

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