Gabriel Pinheiro/Estadão
Gabriel Pinheiro/Estadão

Em meio a surto de coronavírus, SP teve aglomeração no Metrô e lentidão por 1h

Paralisação da linha 3-Vermelha na capital ocorreu após uma tentativa de furto e perseguição nos trilhos

Tulio Kruse, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2020 | 17h18

SÃO PAULO – Em meio ao surto do novo coronavirus, uma paralisação na linha 3-Vermelha do Metrô causou filas e aglomerações na noite de terça-feira, 17, em São Paulo. O motivo foi a entrada de um passageiro nos trilhos que, segundo a companhia, fugiu após tentar furtar um celular. 

Empresas e órgãos públicos têm tomado medidas para diminuir a circulação de pessoas na cidade e frear o ritmo de contágio do covid-19, com a recomendação para se evitar aglomerações. Nesta quarta, 18, foram confirmadas a segunda e a terceira morte pelo vírus no País. Apesar do movimento mais fraco de passageiros, a invasão da via causou lotações na maior parte das estações entre Barra Funda e Bresser-Mooca, onde ocorreu o problema. 

Os trens circularam com velocidade reduzida na linha 3-Vermelha por cerca de uma hora, das 18h40 às 19h30. A paralisação teve início após uma pessoa acionar o botão de emergência da porta de um vagão e pular na via. agentes de segurança seguiram este passageiro e os trilhos tiveram a energia cortada. 

Passageiros que estavam no trem de trás, saindo da estação Brás, no sentido Itaquera, também apertaram botões de emergência e desceram na via. 

“Todos foram reconduzidos com segurança para a estação”, disse o Metrô, em nota. “A pessoa que provocou o tumulto conseguiu fugir. Depois, foi apurado que ele havia tentado furtar um celular no interior da composição.”

Questionado, o Metrô não respondeu quantas paralisações ocorreram no último mês, nem quais medidas tem tomado para prevenir infecções pelo coronavirus nas estações. As linhas têm operado normalmente nos últimos dias.

O Estado de São Paulo tem ao menos 196 pessoas diagnosticadas com o covid-19, nomenclatura oficial do novo coronavirus. O último balanço do Ministério da Saúde lista 291 casos no Brasil, número que está desatualizado em relação aos números oficiais divulgados nos Estados.

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