Em mais um protesto contra falta d'água, três ficam feridos em Itu

Manifestantes fizeram ato em frente a comitê de ex-prefeito; PM usou bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersá-los

CHICO SIQUEIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO

26 Setembro 2014 | 15h04

ITU - Manifestantes e policiais militares voltaram a se enfrentar em mais uma manifestação contra a falta de água em Itu, no interior de São Paulo, na noite desta quinta-feira, 25. Chamada, a PM usou bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar cerca de 150 jovens, na maioria estudantes, que participavam do protesto. Três pessoas ficaram feridas e quatro foram detidas por vandalismo.

Os manifestantes se concentraram na Praça da Matriz e seguiram em passeata até a frente do comitê do candidato a deputado federal Herculano Passos Júnior (PSD), ex-prefeito, apontado por eles como um dos responsáveis pelo desabastecimento.

Aos gritos, os manifestam protestavam contra a falta de água e pediam que o atual prefeito Antônio Tuíze (PSD) decrete estado de calamidade pública.
 
Depois de meia-hora de protestos, a PM interveio, arremessou bombas de efeito moral e dispersou os estudantes. Nesta sexta-feira, 26, a PM informou que foi chamada por funcionários do comitê do candidato que se sentiam ameaçadas pelo protesto, que tentou uma solução pacífica, mas não conseguiu e que só decidiu intervir depois de uma confusão entre seguranças particulares do comitê e estudantes. 

De acordo com a PM, três jovens com ferimentos leves foram socorridos, medicados e levados à delegacia e, depois, liberados. Outros quatro jovens acusados de atos de vandalismo e flagrados com tinta spray também foram levados à delegacia e, em seguida, liberados.

A PM continua de prontidão nesta sexta-feira, quando novos protestos estão marcados para ocorrer em Itu.

Na segunda-feira, 22, manifestante já haviam entrado em confronto com a PM, durante um protesto em frente à Câmara Municipal. Cerca de duas mil pessoas participavam da manifestação. A PM dispersou a multidão com bombas de efeito moral.

Manifestantes atiraram ovos nos vereadores e pedras contra a Casa, quebrando todos os vidros do prédio. Um portão chegou a ser arrancado. Sete pessoas foram detidas. 

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