Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Sem registrar chuva, Cantareira e demais sistemas sofrem queda

Após um dia de estabilidade, Cantareira voltou a perder água represada e está com 16,1%; sobre a região, não chove há 3 dias

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

17 de outubro de 2015 | 11h06

SÃO PAULO - O nível de todos os principais sistemas hídricos responsáveis por abastecer a capital e Grande São Paulo registrou queda neste sábado, 17, segundo relatório publicado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Considerado o principal deles, o Cantareira voltou a perder água represada após um dia de estabilidade.

Responsável por atender 5,2 milhões de pessoas, o Cantareira caiu 0,1 ponto porcentual e opera com 16,1%, segundo índice tradicionalmente divulgado pela Sabesp, que considera duas cotas de volume morto como se fossem volume útil do sistema. No dia anterior, o nível estava em 16,2%.

O Cantareira também completou três dias sem registrar chuva na região. Já com mais da metade do mês transcorrido, a pluviometria acumulada está estacionada em 43,7 mm, o que representa cerca de 34% de todo o volume esperado para outubro. A média histórica é de 128,5 mm. 

A última vez que o sistema teve aumento da água represada foi em 4 de outubro, quando subiu 0,1 ponto porcentual, de 16,6% para 16,7%. Na ocasião, havia chovido 11,8 mm no dia anterior.

Segundo o índice negativo do Cantareira, que passou a ser divulgado após decisão judicial, o manancial também teve queda de 0,1 ponto e opera com - 13,2%, ante - 13,1% no dia anterior. O terceiro índice sofreu a mesma variação negativa e aponta o volume armazenado de água em 12,4%.

Outros mananciais. O Guarapiranga, atual responsável por abastecer o maior número de clientes da Sabesp (5,8 milhões), teve a terceira baixa seguida. Os reservatórios que compõem o sistema operam com 76,7% da capacidade: 0,3 ponto porcentual a menos do que no dia anterior, quando registrava 77%.

Em pior situação, o Alto Tietê caiu pela nona vez consecutiva. O sistema perdeu 0,1 ponto porcentual do volume de água e chegou a 14,4%, ante 14,5% na sexta-feira. O índice já considera um volume morto acrescentado ao cálculo no ano passado.

Proporcionalmente, o Alto Cotia e Rio Claro sofreram a maior queda: 0,4 ponto porcentual. Com a baixa, os sistemas operam com 59,1% e 54,6% da capacidade. Já o Rio Grande caiu 0,1 ponto e está com 85,6%.

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