Em Ilhabela, só metade da faixa de areia é do banhista

Barcos, vendedores ambulantes, jet skis e dezenas de guarda-sóis dificultam a vida do turista; e o tempo fica aberto durante o feriado

REGINALDO PUPO , ESPECIAL PARA O ESTADO , ILHABELA, O Estado de S.Paulo

19 Novembro 2012 | 02h03

Disputar um lugar ao sol está cada vez mais difícil em Ilhabela, no litoral norte paulista. Banhistas concorrem com barcos estacionados, vendedores ambulantes, jet skis e um mar de guarda-sóis, que ocupa mais da metade da faixa de areia de algumas praias. E, por ser uma ilha, essa faixa já é mais estreita.

Na manhã de sábado, na Praia do Curral, a mais badalada da cidade, mais da metade da faixa de areia estava ocupada por mesas e guarda-sóis dos quiosques ao longo da orla, tirando espaço dos banhistas, que tinham dificuldades para caminhar. Circular na praia de ponta a ponta requeria dose de paciência e exercício físico, pois era preciso se abaixar várias vezes para passar por debaixo dos guarda-sóis.

Além disso, dezenas de vendedores ambulantes congestionavam o meio da praia, com redes, chapéus, óculos de sol, biquínis, cangas e até queijo coalho. O vaivém de pessoas interessadas em comprar alguns desses artigos fazia lembrar as movimentadas lojas do Brás ou da Rua 25 de Março, na capital paulista, em plena praia.

"Estamos sendo cada vez mais empurrados para próximo do mar, uma vez que não tem mais espaço na areia", queixava-se a bióloga Solange Frederich, de 32 anos, que estava com o filho de 3 anos. "Ele gosta de fazer castelo na areia, mas com esse tumulto fica difícil e acaba parando muito próximo da água, o que é perigoso", acrescentou.

Estradas. A disputa por um lugar ao sol pode agravar-se amanhã, uma vez que muitos turistas podem aproveitar o Dia da Consciência Negra no litoral.

Conforme dados da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), mais de 1 mil cidades no Brasil terão o feriado - por determinação estadual ou municipal. Em 2011, esse número era de 780. Em São Paulo, a lista de cidades que festejam a Consciência Negra inclui São Paulo, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Guarulhos e Jundiaí, entre outras.

Para o paulistano que só vai deixar a cidade para esta emenda valem as mesmas recomendações nas estradas feitas para a Proclamação da República (veja ao lado). Ou seja, é necessário cuidado rumo ao litoral sobretudo na Rodovia dos Tamoios, que receberá obras de duplicação.

Ontem, a volta do feriado nacional provocou trânsito intenso na saída do litoral norte durante toda a tarde. Em Ilhabela, a principal avenida da cidade, estreita, registrava congestionamento de veículos que se dirigiam ao terminal de balsas. A fila para embarcar para São Sebastião levou entre uma hora e uma hora e meia.

Às 20 horas, o motorista encontrava lentidão no sentido capital da Imigrantes por excesso de veículos, do km 70 ao km 67, na saída de Praia Grande e do km 32 ao km 28, em São Bernardo do Campo. Na Padre Manuel da Nóbrega, o tráfego lento no sentido capital era do km 292 ao km 289, em Praia Grande.

Já para o interior e outros Estados, o pior cenário ainda é o da Régis Bittencourt (BR-116), com pelo menos cinco pontos com tráfego em meia pista hoje. Na Rodovia Raposo Tavares (SP-270), há trechos sem acostamento entre Araçoiaba da Serra e Capela do Alto.

Tempo. A massa de ar quente sobre o Sudeste ganha força a partir de hoje e deixa o tempo aberto em todo o Estado de São Paulo. Como o calor pode chegar a 30ºC no litoral, a expectativa também é de pancadas rápidas de chuva, de acordo com a empresa Climatempo. Na capital, também há sol e calor durante todo o dia, com possibilidade de chuvas isoladas na parte da tarde.

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