Em greve, policiais civis pretendem entrar com ação contra SSP

Delegados se dizem sofrer 'constrangimento' ao serem ameaçados por punições pela paralisação

Ana Luísa Westphalen, da Agência Estado,

22 de setembro de 2008 | 12h54

A Associação dos Delegados do Estado de São Paulo pretende entrar ainda esta semana com uma representação na Procuradoria Geral da Justiça do Ministério Público Estadual contra a Secretaria de Segurança Pública (SSP). De acordo com o presidente da associação, delegado Sérgio Marcos Roque, a ação será movida por "constrangimento legal ao ameaçar policiais com punições". Desde o dia 15 de setembro, policiais civis do Estado estão em greve por tempo indeterminado. Veja tambémTodas as notícias sobre a greve da polícia Na última sexta-feira, 19, o secretário da SSP, Ronaldo Bretas Marzagão, anunciou o corte do ponto dos policiais civis grevistas de forma retroativa. "Fazendo essas ameaças, eles (Secretaria de Segurança Pública) esquecem que estão lidando com bacharéis em direito, estamos dentro da Lei de Greves", alegou o presidente da Associação dos Delegados. Segundo Roque, a greve da Polícia Civil, que completa nesta segunda-feira, 22, seu sexto dia, continuará por prazo indeterminado. Ele afirma que está sendo respeitado o mínimo de 80% do efetivo prestando serviço, e que os policiais civis estão se recusando a registrar Boletins de Ocorrência nas delegacias. De a acordo com a SSP, a adesão à greve representa número inferior a 30% na capital e 40% no interior. Procurada pela reportagem da Agência Estado, a assessoria de imprensa da secretaria informou que só vai se manifestar a respeito, caso a Associação dos Delegados entre com a representação. A Polícia Civil conta com um efetivo de 35 mil homens no Estado, entre delegados, escrivães, investigadores e agentes. Os grevistas pedem 15% de reajuste neste ano, 12% em 2009 e 12% em 2010. Enquanto o governo acena com reajuste de 38% do piso salarial de delegado e de 4,5% para o salário-base de todas as categorias.

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