Tiago Dantas/Estadão
Tiago Dantas/Estadão

Em evento com prefeito, grupo protesta contra aumento da passagem de ônibus

Manifestação no Brás interrompeu encontro de Fernando Haddad (PT) com moradores de rua

Guilherme Waltenberg e Tiago Dantas, O Estado de S. Paulo

28 Maio 2013 | 17h43

SÃO PAULO - Um grupo formado por cerca de 10 pessoas aproveitou a presença do prefeito Fernando Haddad (PT) em um evento de adesão à Política Nacional para a População em Situação de Rua em uma unidade do Senai, no Brás, região central, para protestar contra o aumento da passagem de ônibus na tarde desta terça-feira, 28.

Usando roupas pretas e correntes, integrantes do grupo levantaram uma faixa reclamando do valor de R$ 3,40 na passagem - na verdade, a tarifa para ônibus, trens e metrô passará a valer R$ 3,20 no dia 2. Eles gritavam: "Haddad mercenário, o busão tá muito caro." A manifestação interrompeu o discurso do secretário municipal de Direitos Humanos, Rogério Sottili.

A plateia, formada por cerca de 200 moradores de rua reclamou do protesto e pediu para os jovens pararem. Um dos coordenadores do Movimento de População de Rua, Anderson Miranda, pegou o microfone e pediu a palavra: "Esse é um ato da população de rua. A gente respeita a questão do transporte, então pede respeito. Então, por gentileza, sentem ou se retirem."

Na sequência a plateia bateu palmas, levantou-se e começou a pedir a saída dos jovens aos gritos de: "Ih, fora". Dois guardas civis municipais e alguns seguranças acompanharam a saída dos manifestantes. O padre Julio Lancelotti passou a escoltar os jovens. Ele acusou os seguranças de serem truculentos.

Ninguém foi agredido. Integrantes do grupo disseram que são "anarquistas", "punks" e  "estudantes". Eles negaram ser ligados ao Movimento do Passe Livre, que chegou a fazer protestos após o último aumento da passagem, em 2011.

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