Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Em dois dias, polícia de SP já bloqueou 900 celulares roubados

Nova medida autoriza polícia a requisitar inutilização dos aparelhos; objetivo é impedir que os celulares sejam revendidos ou reutilizados

Edgar Maciel e Ana Fernandes, O Estado de S. Paulo

11 Fevereiro 2015 | 14h53

SÃO PAULO - Em dois dias de ação, a Polícia Civil de São Paulo já bloqueou 900 celulares que foram roubados e furtados. A nova medida, anunciada na última sexta-feira, 6, pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), autoriza a polícia a requisitar às operadoras a inutilização dos aparelhos. O objetivo é impedir que os celulares levados pelos criminosos sejam revendidos por droga ou reutilizados.

Para isso, é preciso informar o número de identificação do celular, chamado de Imei. A autoridade policial faz o pedido imediato de bloqueio, que deve ser cumprido em um prazo de quatro horas. 

O secretário Alexandre de Moraes disse que para complementar essa ação já fez o pedido ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) da proibição do comércio de desbloqueadores. "Encaminhei ao governador um projeto de lei para proibir qualquer comercialização de desbloqueadores e cassação do registro de empresas que comercializem esse tipo de equipamento", disse.

Moraes também explicou que a pessoa que não estiver de posse do número do Imei pode fazer o boletim de ocorrência normalmente. "Ela pode retornar à delegacia em um prazo de 15 dias e complementar as informações para bloquear o celular", explicou.

O Imei é como um registro geral (RG) do aparelho. O número geralmente está na caixa do telefone. Quem ainda não tem o número do Imei pode descobrir pelo próprio celular. Basta digitar *#06# no teclado, que a identificação aparecerá na tela. Só com ele é que as operadoras conseguem fazer o bloqueio do aparelho.

Bancos. Outra medida que a SSP está tentando discutir são medidas para reduzir o número de explosão de caixas eletrônicos em agências bancárias. Não há uma contabilização específica da secretaria para esse tipo de assalto, mas a prática tem crescido nos últimos anos no Estado. A tentativa do governo do Estado é tentar rever com o Banco Central a proibição de inutilizar as notas dos caixas. 

"Os procedimentos, as legislações, as normas, são dinâmicos, têm que atender ao interesse público, então havendo necessidade vamos pedir sim", disse o governador Geraldo Alckmin.

O secretário Alexandre de Moraes vai se reunir, no próximo dia 20, com o presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) para discutir a possibilidade de destruir as notas de caixas eletrônicos roubados. "Por que não permitir a inutilização das notas em caixas eletrônicos furtados? Vai se tornar inútil essa prática e diminuir esse tipo de delito", avaliou. 

Concurso. Nesta manhã, a SSP também entregou 216 viaturas novas para a Polícia Civil - 128 delas para a capital. Alckmin também autorizou a abertura de concurso público para a contratação de 3.741 soldados da Polícia Militar.

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