Em dívida com o PCC, 'olheiro' é recapturado próximo de base da PM

Pagamento seria não retornar de saída temporária e auxiliar facção nos ataques em Guarulhos

Ricardo Valota, do estadão.com.br,

26 de junho de 2012 | 03h43

SÃO PAULO - O detento Fernando Júnior da Silva, de 27 anos, que afirmou à Policia Militar ser integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e que, para pagar uma dívida com a facção, não deveria retornar para a cadeia após gozar do benefício da saída temporária de Páscoa, foi recapturado, por volta das 15 horas de segunda-feira, 25, a cerca de 50 metros da base da 1ª Companhia do 15º Batalhão da PM, na esquina da Rua Silvio Barbosa com a Rua Guaporé, no bairro Mikail, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

 

Ao passar a pé em frente à base, permanecer no entorno e observar muito o movimento dentro dela, Silva levantou suspeita nos policiais e foi abordado. Com tatuagens pelo corpo típicas de integrantes da facção, o criminoso, que cumpria pena na Penitenciária de Itirapina, região central do estado, a 215 quilômetros da capital, afirmou aos policiais da base que, no dia 5 de abril, saiu da unidade prisional após receber a liberdade temporária de Páscoa, mas que não retornou para a cadeia, o que deveria ter ocorrido no dia 9, pois tem uma dívida com o PCC. Como pagamento, deveria permanecer nas ruas e trabalhar como "olheiro", auxiliando os comparsas nos planos de ataque à bases policiais.

 

Desarmado, Silva foi encaminhado para o 7º Distrito Policial de Guarulhos, no bairro Bonsucesso, e, de lá, transferido pelo Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (GARRA) para a Cadeia Pública anexa ao 1º Distrito Policial, no centro, onde deve aguardar por alguma vaga em um Centro de Detenção Provisória (CDP) e, posteriormente, ser reencaminhado para a mesma ou outra penitenciária. Por não ter retornado para a penitenciária - ato que o colocou na condição de foragido - Fernando Júnior perde o direito de receber novamente esse tipo de saída e uma eventual liberdade condicional. Tanto a Polícia Civil como a Militar não forneceram mais dados sobre a recaptura do detento.

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