Hélvio Romero/AE
Hélvio Romero/AE

Em dia de protesto, paulistano fica em casa e cidade fica vazia

Nas redes sociais, muitos leitores afirmam não ter ido trabalhar; às 18h, em pleno horário de pico, capital somava apenas 7 km de congestionamento

O Estado de S. Paulo

11 Julho 2013 | 14h49

Atualizado às 18h26

SÃO PAULO - Nas redes sociais pode estar uma explicação para o fato de a cidade de São Paulo estar com cara de feriado nesta quinta-feira, 11. Com o anúncio dos protestos, muitos paulistanos disseram, no Twitter, que preferiram ficar em casa. "Minha contribuição para a ‘greve geral’: ficar quietinha em casa", disse a usuária @ednninha. "Nao fui trabalhar.. Protesto .:-) to relaxando aki", afirmou @douglasferrer37.  Com muitas ruas e avenidas vazias, o congestionamento na capital ficou abaixo da média durante todo o dia e às 18h, em pleno horário de pico da noite, eram registrados apenas 7 km de lentidão, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A títuol de comparação, na quarta-feira, 10, no  mesmo horário, os engarrafamentos beiravam os 100 km.

Quem saiu de casa relatou a facilidade em se deslocar pela cidade. "Sem congestionamento, sem lentidão no metrô, trem vazio.... Acho que deveria ter paralisações mais vezes!", disse @Mariopontocom. "Greve?Protesto?Por enquanto não tem nada...Até parece feriado!A cidade tá vazia, e aí que dá aquele medo! Aonde tá esse povo da manifestação?", comentou a usuária @SBTista_sempre.

Pela manhã, o trânsito ficou mesmo bem abaixo da média na cidade. Ao meio-dia, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego, São Paulo registrou 15 quilômetros de congestionamento. A média no horário para as quintas-feiras de julho é de 70 quilômetros, segundo a CET.

Em entrevista ao Broadcast Político, o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, reconheceu que a ausência de categorias de peso, como motoristas de ônibus e metroviários, que não pararam suas atividades na capital paulistana, enfraqueceu o Dia Nacional de Luta na cidade.

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