Em depoimento à CPI do Municipal, cineasta nega participação em licitação

Toni Venturi negou que contrato firmado com IBGC tivesse passado por licitação; declarações contradizem versão apresentada por secretário de Comunicação

Adriana Ferraz, Alexandre Hisayasu e Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

31 Agosto 2016 | 22h14

O cineasta Toni Venturi prestou depoimento nesta quarta-feira, 31, a vereadores na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga esquema de fraudes na gestão do Teatro Municipal. Ele negou que o contrato firmado com o Instituto Brasileiro de Gestão Cultural (IBGC), organização social gestora do Municipal, tivesse passado por licitação. Venturi produziu vídeos e documentários institucionais do teatro.

As declarações contradizem versão apresentada pelo secretário Municipal de Comunicação, Nunzio Briguglio, que afirmou, também à CPI na Câmara, que o contrato foi feito por meio de licitação. 

Em seu depoimento, Venturi afirmou ter sido convidado pela Prefeitura para produzir os vídeos institucionais e que, por orientação da administração municipal, apresentou uma proposta formal, orçando o trabalho em R$ 540 mil. Depois, foi autorizado a iniciar o trabalho. O contrato foi firmado entre o cineasta e o IBGC.

A Prefeitura sustenta que o contato feito com Venturi foi feito também com outros cineastas, em um processo de tomada de preços do IBGC - e que a proposta contratada era a mais vantajosa. Essa tomada não se deu por meio de um processo formal, uma vez que o IBGC não precisa obedecer os mesmos trâmites de licitação do poder público, por se tratar de organização social. A Prefeitura diz ainda que os valores de produtos estão dentro dos preços de mercado. 

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