Em defesa do tacho de cobre

No último dia do 'Paladar - Cozinha do Brasil', doces, sorvetes e cervejas são o destaque lfato. Mulher cheira cacau em degustação de chocolates

, O Estado de S.Paulo

02 de agosto de 2010 | 00h00

Uma campanha em defesa do tacho de cobre, que está em vias de ser proibido, deu o tom da aula O que Será do Doce sem o Tacho, na manhã de ontem, último dia do evento Paladar - Cozinha do Brasil. A bandeira foi levantada da maneira mais saborosa possível: com figo cozido no tacho, cristalizado e servido na hora à plateia. A doceira Gasparina de Resende, mineira de Araxá, dividiu o palco com o premiado chef-pâtissier Fabrice Le Nud, que fez na panela de cobre um brigadeiro sem leite condensado e com chocolate belga.

Na sala ao lado, o chef José Barattino e o produtor Dercílio Pupin falavam da importância da ligação entre quem cultiva os alimentos e quem os prepara.

A relação cada vez mais próxima entre produtor e cozinheiro e as vantagens de conhecer a procedência dos alimentos foram assunto da concorrida aula de Alex Atala e da palestra sobre certificação agropecuária do ambientalista e gourmet Roberto Smeraldi, em parceria com Lineu Siqueira, do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola, Imaflora. O documentário sobre o queijo canastra foi outra atração que lotou a sala.

Mas ontem o Paladar - Cozinha do Brasil também abriu espaço para quem queria encher linguiça: o casal de chefs Janaína e Jefferson Rueda mostrou como fazer o embutido, cotecchino e pancetta. E teve também uma degustação de cervejas extremas brasileiras muito amargas, muito ácidas e muito doces conduzida por Roberto Fonseca. Outra palestra que mobilizou a audiência foi a da sorveteira Rita Medeiros, dona da Sorbet, de Brasília. Ela ensinou a transformar frutas do Cerrado, como cagaita, jatobá e araticum, em sorvetes.

Muita gente ficou de fora da degustação de chocolate, por falta de espaço: a sala estava lotada de pessoas interessadas em ouvir a história do produtor de cacau baiano Diego Badaró e do chocolateiro americano Frederick Schilling. Os dois jovens se associaram para produzir o primeiro chocolate brasileiro artesanal orgânico em que o produtor executa todo o processo. A degustação foi um exercício de sensibilização: o público provou e comparou os chocolates Amma, feitos com diferentes porcentagens de cacau, açúcar e leite.

O Paladar - Cozinha do Brasil terminou ontem e os leitores poderão conferir a cobertura do evento em uma edição especial do Paladar, nesta quinta-feira.

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