Em culto, mulher confessa que matou a filha e bebeu sangue

Confissão de evangélica foi transmitida pelo rádio ; pastores avisaram a polícia, mas ela já havia fugido

Carina Flosi, do Jornal da Tarde

26 de agosto de 2007 | 21h25

Uma evangélica confessou neste domingo 26, ao vivo, durante transmissão da Rádio Rede Aleluia, ter estrangulado a própria filha e bebido o seu sangue num ritual satânico de magia negra. Ouvintes ficaram assustados com a confissão e avisaram a Polícia Militar. Mas quando os policiais chegaram à Igreja Universal do Reino de Deus, na Zona Leste, a mulher já havia desaparecido na multidão de 4,5 mil evangélicos que assistiam ao culto.  Os pastores Wanderson Dias Pereira, 34 anos, e João Barbosa de Carvalho, 50, foram levados ao 12º DP (Pari), mas disseram não poder identificar a suposta mãe assassina. Contaram que na confissão emocionada, "ela afirmou ter praticado o ritual satânico com a própria filha num centro de bruxaria. Estrangulou a filha e depois, bebeu seu sangue". Os pastores afirmaram que ela está com medo, pois estaria sofrendo perseguição dos donos do centro.Testemunhas descreveram a mulher. Ela é parda, gorda, manca e tem cerca de 1,65 m. Durante sua confissão, disse também sofrer muito, pois é soropositivo e tem câncer .  O caso foi registrado como apologia ao crime. Agora, a polícia tentará identificar a mulher nas imagens de vídeo e na gravação da rádio. Filho executa o pai Em Osasco, Grande São Paulo, um jovem evangélico de 22 anos esfaqueou e matou o pai dentro de casa durante um culto em família, no Jardim Piratininga. A mãe, irmã e um fiel da igreja que havia ido à residência para orar viram o assassinato. Às 15h20, o aposentado Luis Carlos Pereira, 47 anos, chegou em casa e ficou irritado ao ver a família orando. "Ele não era evangélico e desaprovava a religião. Queria que o filho fosse trabalhar e as brigas eram constantes", contou o delegado Cristiano Murillo, que registrou o homicídio. Pai e filho começaram a discutir. "Durante a briga, eles se agrediram, o filho surtou e foi até a cozinha. Pegou uma faca e golpeou o pai. Depois fugiu correndo. A arma desapareceu", disse o delegado. Muito ferido com o corte profundo no pescoço, o aposentado chegou a ser socorrido. Morreu logo depois no Pronto-Socorro do Hospital Municipal Antônio Giglio. "A mãe, em estado de choque, contou que o Pereira havia ido à casa para orar e acalmar o filho, que estava deprimido e tem problemas psicológicos", acrescentou o policial, que acredita capturar o jovem nos próximos dias.

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