Márcio Fernandes/AE
Márcio Fernandes/AE

Em conselho, Alckmin afirma que 3º aeroporto será prioridade

Para o governador de SP, Viracopos, de Campinas, é uma alternativa muito distante da capital

Wladimir D’Andrade, O Estado de S. Paulo

20 de setembro de 2011 | 16h53

SÃO PAULO - A construção de um terceiro aeroporto na região metropolitana de São Paulo será um dos primeiros projetos a ser discutido no recém-criado grupo para o desenvolvimento de políticas conjuntas entre os 39 municípios que fazem parte do território, disse nesta terça-feira, 20, o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Após cerimônia de posse do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Paulo, realizada na capital paulista, Alckmin afirmou que, apesar da sua importância, o Aeroporto de Viracopos é uma opção muito distante da capital do Estado - fica na cidade de Campinas, a 96 quilômetros. "Temos de pensar num terceiro aeroporto para a região metropolitana. Viracopos é uma boa alternativa, mas fica mais distante", disse, sem dar detalhes sobre onde esse novo terminal poderia ser construído.

A iniciativa do terceiro aeroporto deve se juntar na pauta do conselho à criação do bilhete único metropolitano (que interligará Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e Metrô), de projetos de saneamento básico, destino do lixo dos municípios da região e poluição ambiental. O conselho deve se reunir em até dez dias para elaborar um regimento interno e discutir a criação de uma agência de desenvolvimento e de um fundo para a região metropolitana. O grupo deverá eleger também um presidente, cargo interinamente ocupado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Enquanto a agência de desenvolvimento não sair do papel, as funções da Secretaria Executiva do conselho ficam a cargo da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S.A. (Emplasa).

"É difícil hoje a execução de um projeto de apenas uma cidade, já que elas estão todas 'conurbadas'", disse o governador, em entrevista coletiva. "Somos a terceira maior metrópole do mundo e enfrentamos problemas que extravasam o limite de uma cidade, e precisamos enfrentá-los de maneira regional." O prefeito de São Paulo, durante seu discurso na cerimônia de posse do conselho, fez afirmações no mesmo sentido. "Atualmente somos cerca de 20 milhões de habitantes vivendo em uma única mancha urbana", afirmou Kassab. "Pensando como um grupo, podemos chegar a soluções mais criativas", completou.

A região metropolitana de São Paulo é formada por 39 municípios divididos em cinco sub-regiões. Ela foi reorganizada em 16 de junho deste ano por meio do Projeto de Lei Complementar nº 1.139. Seu Produto Interno Bruto (PIB) corresponde a 57% do total das riquezas do Estado e a 18,8% do País, somando R$ 572,2 bilhões. "Teremos a partir de hoje uma mesa comum onde sentarão todos os prefeitos junto com o governo de São Paulo", disse o secretário estadual de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido.

Suprapartidário. Na entrevista coletiva, Alckmin rechaçou a hipótese de o conselho servir como uma tentativa do governo do PSDB de ampliar sua influência em uma área de intensa disputa de voto com o PT. "A gente não pode enxergar no projeto uma questão partidária", disse o governador, ao destacar que o PLC 1.139 foi aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa paulista. "A participação aqui é totalmente suprapartidária, é uma questão de políticas públicas para a metrópole."

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