Em choque, familiares de reféns são atendidos em hospital

Pais de Eloá estão sedados; parentes das duas meninas entraram em choque com desfecho do caso

Jones Rossi, do Jornal da Tarde,

17 de outubro de 2008 | 20h57

Chocados com o desfecho do seqüestro de Eloá e Nayara, parentes das vítimas tiveram de ser socorridos às pressas no Centro Hospitalar Municipal de Santo André, onde as adolescentes estão sendo atendidas. Os pais de Eloá estão sedados. Veja também:Polícia invade, reféns são levadas e seqüestrador é preso 'O que deu errado foi o tiro que ele deu na menina', diz coronel Armas de policiais e seqüestrador são apreendidas para períciaConfira cronologia do seqüestro  Seqüestro em Santo André é o mais longo registrado em SPPai de Nayara diz que foi ‘expulso’ pela PM de escolaJovem disse que ia matar ex-namorada se polícia invadir o local Galeria de fotos do seqüestro   Neste momento, policiais fazem perícia no apartamento onde as menores foram mantidas reféns por mais de 100 horas. O advogado de Lindembergue, Eduardo Lopes, deixou o caso.  Eloá levou dois tiros após o fim do seqüestro que durou mais de 100 horas em Santo André. Ela corre risco de morte, mas está respirando espontaneamente sem aparelhos. Eloá passaria por duas cirurgias. A primeira, que deve durar cerca de duas horas, deve tirar a bala que ficou alojada na virilha da menina. Uma segunda bala estava alojada no crânio da menina. Segundo informações do médico Aquiles Afonso, a menina passou por uma avaliação neurológica para a avaliação de seu estado de saúde. Eloá foi levada ao Centro Hospitalar de Santo André.  A diretora do Centro Hospitalar, Rosa Maria, informou, em entrevista à Rede Record, que é grave o estado de Eloá. "Ela está gravemente ferida, porém está viva". A vítima recebeu dois tiros, um na cabeça e um na virilha esquerda. Segundo Rosa, a amiga de Eloá, Nayara, está consciente e, segundo as primeiras informações, foi baleada no rosto.  Assessoria de imprensa da Prefeitura de Santo André afirmou que Elóa está inconsciente e em estado grave. Ela passa neste momento por uma avaliação neurológica. A situação de Nayara é melhor, a menina está consciente mas ainda corre perigo. Ela foi atingida por um tiro na face. Mais cedo, o comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, coronel Eduardo José Félix, contou que Nayara teria sido atingida na boca por estilhaços da bomba utilizada para abrir a porta do apartamento do Conjunto Habitacional de Santo André, no ABC paulista. Os policiais invadiram o imóvel no início da noite desta sexta-feira, 17, após ouvirem um disparo. O seqüestrador, Lindembergue Alves, de 22 anos, saiu ileso. Ele foi preso e levado ao 6ºDP de Vila Marrey, em Santo André.

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