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Em carta, motoboy confessa ter assassinado a cunhada em 2011

Sandro Dota, que está preso em Tremembé, afirma que não estuprou Bianca Consoli, morta aos 19 anos

Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

14 de agosto de 2013 | 11h48

SÃO PAULO - O motoboy Sandro Dota, de 42 anos, acusado de matar e estuprar a universitária Bianca Consoli, sua cunhada, em setembro de 2011, confessou o homicídio em carta escrita na Penitenciária 2 de Tremembé, no dia 2 de agosto. O documento foi entregue à Justiça, segundo a nova defesa constituída pelo réu. De acordo com um dos seus advogados, Mauro Otávio Nacif, Dota decidiu espontaneamente mudar a sua versão, mas ainda sustenta que não cometeu estupro.

Dota constitui uma nova defesa depois de pedir o afastamento do seu advogado anterior, Ricardo Martins, no primeiro júri do caso, no dia 25 de julho. O julgamento foi cancelado porque o réu declarou que não estava confiante em relação ao seu defensor. O próximo júri será no dia 15 de setembro, no Fórum Criminal da Barra Funda. O primeiro julgamento havia chegado até a fase de interrogatório do réu, depois de quatro dias de audiência. A nova defesa diz que Dota alega que não havia confessado o crime antes por causa do advogado anterior. Martins não foi localizado pela reportagem.

De acordo com o Ministério Público, Dota assassinou a cunhada porque ela se recusava a ter relação sexual com ele. A principal prova da acusação são vestígios de pele sob as unhas do corpo de Bianca Consoli, encontrado pela mãe em sua residência na zona leste, em 13 de setembro de 2011.

De acordo com a perícia, o exame de DNA mostrou que a amostra era compatível com o suspeito. Também foi encontrada uma mancha de sangue em uma calça do acusado. A acusação tenta demonstrar que a vítima tentou se proteger quando saía do banho e lesionou a perna do réu. Bianca Consoli, então com 19 anos, foi encontrada pela mãe já morta no chão. A causa seria asfixia provocada por uma sacola plástica.

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