Em Campinas, policiais civis suspendem greve por 48 horas

Paralisação dura 23 dias; categoria pede reajuste e espera negociação com o governo de São Paulo

Tatiana Fávaro, de O Estado de S. Paulo,

08 de outubro de 2008 | 13h36

Ao menos 200 policiais civis se reuniram nesta quarta-feira, 8, em assembléia realizada em Campinas (a 95 quilômetros de São Paulo), e decidiram suspender por 48 horas a greve da categoria, que chega ao 23º dia. A polícia pede reajuste de 15% neste ano, 12% em 2009 e 12% em 2010. O governo estadual propõe até 38% de reajuste no piso salarial dos delegados e aumento de 6,2% no salário-base.   Veja também: Contra greve, governo dá promoção e aposentadoria   Segundo informou o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Campinas e Região, Aparecido Lima de Carvalho, os policiais voltam a trabalhar até sexta-feira e esperam abertura de negociação por parte do governo do Estado. "Vamos manter as faixas de greve, mas estamos divulgando essa suspensão temporária. Esperamos sensibilidade do governo para abrir negociações, cumprir com sua responsabilidade e acabar com a greve. Isso está na mão do governo, não mais nas nossas", afirmou.   "O governo fala em reposição de até 38%, mas isso é para delegados em início de carreira. Os demais ganham 3% a 5% sobre o salário-base. O governo teria de dizer para quem são os 38% e quanto é sobre o salário-base dos delegados com mais tempo de carreira", disse o presidente do sindicato.   Carvalho informou que o número de atendimentos no período de greve caiu em aproximadamente 50% em Campinas. "Não há dados precisos, mas a estimativa é de que um distrito como o primeiro, que tem 21 mil atendimentos anuais, tenha feito uma média de 900 atendimentos, em vez dos 1.750 habituais", afirmou. "A população tem entendido a nossa situação e cooperado, fazendo os Boletins de Ocorrência via internet."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.