Em Campinas, polícia identifica líderes de ocupação de Câmara

Delegado aponta 11 dos 138 ativistas como principais suspeitos; para presidente da Casa, prejuízo foi de R$ 50 mil

RICARDO BRANDT / CAMPINAS , O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2013 | 02h02

A Polícia Civil apresentou ontem as imagens de pelo menos 11 supostos líderes do grupo de manifestantes que depredaram a Câmara Municipal de Campinas, no interior paulista, na noite de quarta-feira. Os manifestantes faziam um protesto reivindicando a tarifa zero no transporte público da cidade.

O delegado Hamilton Caviolla Filho, que investiga o caso, afirmou que serão ouvidos os 138 manifestantes acusados de fazer um quebra-quebra dentro do plenário e que foram retirados do prédio pela Polícia Militar. "Parte deles será enquadrada por danos ao patrimônio público e resistência", afirmou o delegado. Se indiciados, julgados e condenados, a pena pode chegar a 5 anos de prisão.

O delegado também afirmou que deve chamar os líderes de partidos que estavam com bandeiras durante o ato. No dia da manifestação, além de bandeiras sindicais e de estudantes, havia símbolos do PSOL e do PSTU.

"Vamos avaliar se todos serão enquadrados por resistência, já que tiveram de ser retirados pela polícia", disse Caviolla. O delegado espera as fotos dos qualificados no dia do ato para cruzar com as imagens das câmeras internas de segurança que mostram os autores das depredações.

Prejuízo. Durante a ocupação foram quebradas cadeiras e mesas, além do sistema de som e imagem. A mesa diretora do plenário também foi danificada. O presidente da Câmara, Campos Filho (DEM), afirmou que o prejuízo será judicialmente cobrado dos responsáveis, após o término do inquérito.

"Avaliamos que houve um prejuízo de cerca de R$ 50 mil. E vamos cobrar dos responsáveis. Também estamos apurando a participação de assessores parlamentares. Se ficar comprovada, eles serão exonerados", disse o presidente.

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