Em Brasília, fotógrafo fica ferido em protesto

Profissional foi atingido no rosto por bala de borracha quando passeata se dirigia ao Estádio Mané Garrincha

Iuri Dantas, Clarice Cudischevitch, Elder Ogliari, Felipe Werneck, Marcelo Portela, Lauriberto Braga, Rene Moreira, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

02 de julho de 2013 | 02h05

Um protesto ontem em Brasília terminou em confronto entre manifestantes e Polícia Militar. O fotógrafo André Borges, que presta serviço para a Folha de S. Paulo, foi ferido no rosto por uma bala de borracha. Após passeata no centro, grupo se dirigiu para o Estádio Nacional Mané Garrincha, onde ocorreu o embate. Procurada pelo Estado, a assessoria da PM disse não saber de confrontos durante a manifestação. O ato reuniu cerca de 500 pessoas, pedindo o fim de corrupção.

Outras 35 cidades também tiveram manifestações ontem, mas atraíram pequeno número de pessoas. Os políticos e as sedes dos Poderes Legislativo e Executivo continuam a ser os principais alvos.

Em São Paulo, por exemplo, um protesto contra a corrupção e pela saída de Renan Calheiros da Presidência do Senado partiu do Largo da Batata, em Pinheiros, com cerca de 80 pessoas - mais de 25 mil estavam confirmadas pelo Facebook. Houve interdições pontuais na Avenida Rebouças.

No Rio, um grupo de 500 pessoas fechou a Avenida Rio Branco em uma passeata que seguiu da Candelária para a Cinelândia. Os manifestantes gritaram frases contra o governador, Sérgio Cabral Filho (PMDB), o presidente do Senado, Renan Calheiros, e a realização da Copa no Brasil em 2014. Cerca de uma hora antes, aposentados e pensionistas já haviam realizado manifestação na mesma via.

Ocupações. Em Fortaleza, 200 pessoas se manifestaram na frente da Assembleia Legislativa, pela manhã, contra a corrupção - o movimento tinha 1.637 confirmações pelo Facebook. Os manifestantes portavam cartazes e gritavam palavras de ordem contra a corrupção.

Já os manifestantes que ocupavam a Câmara Municipal de Santa Maria desde terça-feira da semana passada deixaram o edifício ontem. Eles consideraram que a reivindicação que apresentaram foi atendida na noite de domingo, quando o presidente da casa, Marcelo Bisogno (PDT), assinou um documento no qual se comprometeu a afastar o procurador jurídico Robson Zinn. O grupo acusa Zinn, que é ligado ao PMDB, de ter articulado só com aliados do prefeito a CPI que investiga responsabilidades de agentes públicos na tragédia da boate Kiss.

Em Ribeirão Preto, nem o anúncio da redução da tarifa de R$ 2,90 para R$ 2,80 acabou com o acampamento na frente da prefeitura, que dura 6 dias. Os organizadores exigem R$ 2,60.

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