Nacho Doce/Reuters
Nacho Doce/Reuters

Em Brasília, consumo só mudou de lugar

Com o aumento do policiamento, o principal ponto de consumo da droga foi empurrado para uma área próxima menos evidente para turistas

Lígia Formenti / O Estado de S. Paulo,

10 Dezembro 2011 | 19h21

BRASÍLIA - Brasília assiste ao primeiro movimento migratório da cracolândia local. Diante do aumento do policiamento, o principal ponto de consumo da droga, instalado a poucos quilômetros da Esplanada dos Ministérios, foi empurrado para uma área próxima, mas menos evidente para turistas, políticos e servidores públicos que circulam pela região.

 

Veja também:

linkBrasil já tem pelo menos 29 grandes cracolândias, dispersas por 17 capitais

linkPioneiro na Bahia afirma que internação à força é um erro

linkUnião reforça rede em SP e busca parcerias

 

Para usuários e traficantes, apenas o endereço mudou: dos arredores da antiga Rodoviária para o Centro Comercial Sul.

O maior movimento se dá no horário comercial. Ao contrário do que ocorria no ponto original, quando o consumo acontecia em bancos de praças e até pontos construídos para motoristas de táxi, dependentes se abrigam em jardins. À noite, a venda e o uso da droga dão lugar à prostituição. Centros de crack também são encontrados em cidades-satélites, como Ceilândia e Taguatinga, locais onde a violência também é acentuada.

Apreensões

O uso de crack na cidade explodiu ao longo dos últimos quatro anos. A escalada fica evidente ao se analisar as apreensões da droga feitas durante operações policiais. Em 2007, foram 500 gramas da droga. Em 2008, 4,3 quilos. Somente no primeiro semestre deste ano, foram 35 quilos, o dobro do que foi encontrado durante o mesmo período do ano passado.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.