Em Araçatuba, 30 mil doses de vacinas estragam após apagão

Doses de 17 tipos estavam em refrigeradores que, sem energia, não conseguiram manter a temperatura

Chico Siqueira, especial para O Estado de S. Paulo,

12 Novembro 2009 | 16h28

O município de Araçatuba, a 540 km de São Paulo, deverá devolver a Secretaria de Saúde do Estado 30.355 doses de 17 tipos de vacinas que foram inutilizadas por causa do apagão. As vacinas estavam em refrigeradores de sete unidades de saúde, que devido à falta de energia elétrica, não conseguiram manter a temperatura entre dois e oito graus Celsius. Essa temperatura é a recomendada para que as vacinas não percam o efeito e possam ser usadas com segurança.

 

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As 30 mil doses, que equivalem a 90% do estoque de vacinas do município, deveriam imunizar contra diversos tipos de doenças, como febre amarela, pólio, rotavírus, rubéola, meningite, hepatite e outras. O prejuízo foi estimado em R$ 41 mil. Do total, 27.117 doses estavam no Posto de Saúde Central, que não possui gerador e é o responsável pela distribuição das vacinas para as 11 unidades básicas do município.

 

O serviço de Vigilância Epidemiológico do município informou que a temperatura nos refrigeradores chegou a 15,9 graus porque os aparelhos não conseguiram ligar, por falta de energia, o sistema automático de controle de temperatura.

 

A mesma situação ocorreu em São José do Rio Preto, a 430 km de SP, onde 500 doses de vacinas tiveram de ser inutilizadas porque o refrigerador da unidade de Saúde do bairro Eldorado não possui gerador.

 

Em Bauru, a 343 km de SP, os cinco bebês transferidos ao Hospital de Base na noite do apagão, deveriam retornar nesta quinta à Maternidade Santa Isabel, de onde foram retirados às pressas para não correr risco de morte. O interventor da associação que administra a maternidade, Fábio Teixeira, disse que o hospital deverá comprar o mais rápido possível um gerador para evitar novos problemas. A maternidade poderá ser multada em até R$ 1,3 milhão por não manter um gerador.

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