Em apenas 3h de chuva, 70 pontos de alagamento

Perto do Memorial da América Latina, ponto de ônibus despencou e feriu uma mulher; em Mauá e Itapevi, casas ficaram soterradas

Damaris Giuliana, O Estado de S.Paulo

14 Dezembro 2010 | 00h00

A forte chuva que atingiu São Paulo ontem deixou a cidade inteira em estado de atenção e a Vila Prudente, na zona leste, em alerta, das 16 horas às 19h45. Só no fim da tarde foram 70 pontos de alagamento - 12 intransitáveis. O Aeroporto de Congonhas ficou fechado entre 17h15 e 17h45, e o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, operou com ajuda de instrumentos das 17 às 20 horas.

Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), 24 voos atrasaram e 10 foram cancelados em Congonhas, até 18h. Em Cumbica, até as 20 horas, foram 65 atrasos e 11 cancelamentos. A Infraero não especificou se os transtornos foram causados só pelas chuvas.

Por volta das 18h30, um ponto de ônibus caiu na Avenida Auro Soares de Moura Andrade, perto do Memorial da América Latina, na zona oeste. Segundo a Polícia Militar, uma mulher foi atingida, mas não havia informação sobre o estado de saúde dela.

Por volta das 19 horas, os congestionamentos na capital alcançaram 153 quilômetros, mesmo com algumas pessoas esperando o fim dos alagamentos para sair. Foi o caso da administradora Adriana Gavronski Cruz, de 39 anos, que trabalha na Lapa - um dos bairros mais atingidos pela chuva na zona oeste. Ela costuma sair do serviço às 18h15, mas às 19h45 ainda aguardava o marido, que vinha de Taboão da Serra. "A região está toda alagada e o trânsito, insano."

Na Vila Reis, zona leste, o córrego do Sítio da Casa Pintada transbordou. A água derrubou paredes de casas na Rua Flor da Redenção. No Jardim Romano, porém, que ficou semanas ilhado no início de ano, não houve alagamentos.

Na Vila Itaim, a água invadiu quintais. "Contei trechos alagados em seis ruas e casas prestes a encher", relatou o comerciante Daniel da Costa, de 48 anos.

Os problemas na capital já começaram de madrugada, com dez pontos de alagamento. Na Avenida Pompeia, zona oeste, uma árvore caiu à 1h15, interditando a via no sentido da Marginal do Tietê por 12 horas. Um carro foi atingido, mas ninguém ficou ferido. Oito linhas de ônibus sofreram alteração no itinerário até 14h. A região ficou sem energia elétrica das 6h30 ao meio-dia, informou a Eletropaulo.

Interior. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, a chuva foi provocada pela frente fria que veio de Sorocaba. Ventos de até 98 km/h foram registrados no interior. Vinte árvores caíram, além de telhados e muros, segundo os bombeiros. Uma pessoa ficou levemente ferida.

Já a Defesa Civil de Campinas informou que 27 árvores caíram no município. Entre os locais destelhados estava uma concessionária na Avenida Barão de Itapura. Cinco veículos caíram de um platô e funcionários sofreram escoriações leves. Em Sumaré, 22 pessoas estão desalojadas. Em Itapevi, uma casa desabou e três pessoas ficaram feridas. Houve deslizamentos de terra ainda em Mauá, no ABC paulista, e em Carapicuíba, na Grande São Paulo, sem vítimas. / COLABORARAM MARÍLIA LOPES, JOSÉ MARIA TOMAZELA, EDUARDO REINA, VITOR HUGO BRANDALISE, TATIANA FÁVARO e PEDRO DA ROCHA

REAÇÕES

Marcos Luis Bandeira

Seguidor do @metropole_OESP

"Sou morador de Moema. Mesmo pagando IPTU e impostos altíssimos, ainda estou sujeito a problemas com chuva"

Ricardo Aparecido

no blog SP das Enchentes

"O que temos que pensar é: por que tudo isso está acontecendo?"

Don Sanches

no blog SP das Enchentes

"A população está ciente do que está acontecendo, e ainda continua persistindo no erro (jogando lixo nas ruas)"

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