'Em Aparecida, aguardamos até 300 mil romeiros'

Presidente da CNBB, d. Damasceno diz que o papa quer 'rememorar' os dias que passou na cidade

Entrevista com

José Maria Mayrink, O Estado de S.Paulo

08 Maio 2013 | 02h02

O cardeal-arcebispo de Aparecida, d. Raymundo Damasceno Assis, definiu a ida do papa Francisco ao Santuário Nacional de Aparecida como uma visita devocional que o pontífice incluiu no programa da viagem ao Rio para pedir à Virgem Maria que abençoe a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Em entrevista ao Estado, o cardeal, que é também presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), disse esperar a presença de 300 mil devotos na missa que Francisco celebrará no santuário.

O papa Francisco passará algumas horas em Aparecida. Como será a programação?

O papa passará praticamente o dia todo em Aparecida. Chegará aqui por volta das 8h30 e sairá à tardinha para um compromisso no Rio de Janeiro. O ato principal de seu programa aqui será a celebração eucarística (missa) às 10 horas. Depois, ele estará no Seminário Missionário Bom Jesus, lugar também da Pousada Bom Jesus, para sua refeição com aqueles que o acompanham nessa viagem a Aparecida. O papa passará aqui, em 24 de julho, o primeiro dia de suas atividades públicas.

Por que ele resolveu começar a viagem por Aparecida?

Para dar uma demonstração de sua devoção pessoal a Nossa Senhora, invocada no Brasil com o título de Nossa Senhora Aparecida. E também para rememorar um pouco aqueles 20 dias que passou aqui por ocasião da 5.ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, em maio de 2007, como presidente da Conferência Episcopal Argentina e como delegado. Como ele mesmo me disse, foram dias muito agradáveis.

Francisco vai almoçar e talvez repousar um pouco nos aposentos do papa na Pousada Bom Jesus?

Ele ficará aqui no Seminário Bom Jesus, que, pela terceira vez, recebe um papa. Teremos a graça de ter, mais uma vez, a visita de um pontífice (João Paulo II em 1980 e Bento XVI em 2007 se hospedaram no seminário). O papa Francisco virá do santuário no papamóvel, percorrendo o centro da cidade e facilitando assim uma aproximação maior com os romeiros que virão a Aparecida. Do seminário, ele voltará de papamóvel ao santuário, onde tomará o helicóptero de volta ao Rio.

O senhor o acompanhará?

Eu estarei no Rio no dia 22 para a chegada do papa e imediatamente virei para Aparecida, a fim de acolhê-lo como anfitrião. Não vou viajar com ele no helicóptero, pois terei de seguir o protocolo.

Por que o senhor considera a visita do papa a Aparecida emblemática, como afirmou?

Pelo seu significado. Nossa Senhora Aparecida é a padroeira do Brasil e o seu santuário, se não for o mais visitado do mundo, é o mais visitado da América Latina, com 11 milhões de romeiros que vêm aqui por ano.

O senhor espera um grande movimento de pessoas no dia 24 de julho?

Certamente haverá um grande público, embora seja um dia de semana (quarta). A visita do papa é um evento especial. Aguardamos um número grande de pessoas, acima de 200 mil, talvez 300 mil romeiros.

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