EVELSON DE FREITAS/ESTADÂO
EVELSON DE FREITAS/ESTADÂO

Em ano de seca, chuva é inspiração no Anhembi

Temporal atrapalhou escolas no ano passado e superação agora é tema de três enredos de São Paulo

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

13 Fevereiro 2015 | 03h00

Inspirados nas dificuldades enfrentadas no carnaval passado, quando a chuva atrapalhou a passagem das escolas, os desfiles que começam nesta sexta-feira, 13, no sambódromo do Anhembi terão sabor de superação. Em ano de seca, agremiações como a Rosas de Ouro, a Tom Maior e a X-9 Paulistana vão levar para a avenida enredos para elevar a autoestima dos componentes e passar ânimo para o público.

Terceira escola a desfilar, a Tom Maior quase não entrou na avenida no ano passado. O abre-alas, principal alegoria, travou e precisou ser puxado por duas empilhadeiras. “O nosso abre-alas emperrou, mas conseguimos desfilar e terminar no tempo. Foi muita adrenalina, mas um mal que veio para o bem, porque inspirou nosso enredo”, disse o diretor de barracão Rafael Condé. “Uma tempestade louca me deu mais força e poder de superar.” Neste ano, a escola vai falar sobre adrenalina, usando como exemplos filmes de terror e momentos como o primeiro beijo. 

O samba-enredo da Rosas de Ouro, que também se apresenta nesta sexta, já mostra como as fortes chuvas que atingiram o sambódromo em 2014 marcaram a agremiação. “O ano passado foi atípico. A ideia desse enredo foi baseada nesse episódio e quisemos fazer algo que motivasse o nosso componente. Vimos que a chuva (no enredo) seria algo bom, porque todos passaram por isso”, explica o carnavalesco Jorge Freitas, responsável pelo enredo Depois da tempestade, o encanto.

Essa mesma chuva será lembrada pela X-9 Paulistana, que desfila neste sábado, 14. “A escola atravessou a avenida com muita chuva. O presidente disse que sofremos muito, mas que queria fazer o carnaval 2015 sem deixar a peteca cair e deu certo”, afirmou o carnavalesco André Machado. Os orixás ligados ao fenômeno, a crise da água e o aniversário de 40 anos da agremiação serão lembrados no desfile. “Será uma chuva de confetes e serpentinas para terminar com bastante festa.”

Subjetividade. Entre os enredos subjetivos, a Dragões da Real vai falar sobre o inacreditável. Os dois personagens centrais serão o dragão, símbolo da escola, e Tomé, um garoto de 14 anos inspirado no apóstolo de Cristo que só acreditava naquilo que via. Já a Império de Casa Verde abordará o mundo dos sonhos. “O final do nosso desfile é o sonho de ganhar o carnaval. Vamos fazer uma homenagem aos carnavalescos Fernando Pamplona e Joãozinho Trinta. Também teremos uma grande homenagem ao sambista paulistano”, contou o diretor de carnaval, Rogério Tiguês.

A Gaviões da Fiel terá como enredo o baralho, mostrando não só o jogo de cartas, mas o caráter místico. A Acadêmicos do Tatuapé vai abordar a importância do ouro para a humanidade. E a Unidos de Vila Maria terá como tema o diamante.

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