Em 7 meses, PF apreende mais cocaína que em 2012

Foram interceptadas 20,1 t da droga até julho, ante 19,8 t em todo o ano passado. Em 2013, 8 aviões foram apreendidos

FÁBIO FABRINI / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2013 | 02h11

A Polícia Federal apreendeu, de janeiro a julho deste ano, 20,1 toneladas de pasta-base de cocaína, pó, merla e crack - mais do que em 2012 inteiro (19,8 t). Houve avanço contra maconha, haxixe e skank: foram confiscadas 105 t (58 t só em julho), ante 111 t em 2012. Os dados são da Coordenação-Geral da Polícia de Repressão a Entorpecentes.

No período, oito aeronaves usadas para trazer cocaína ao País foram apreendidas. Produzida principalmente no Peru e na Bolívia, a droga é entregue em pistas clandestinas ou despejada pelo ar para os responsáveis pela distribuição. As apreensões, que superam as de 2012, indicam forte rota aérea.

De janeiro a julho, a PF tomou das quadrilhas, além de drogas, o equivalente a R$ 17 milhões em diferentes moedas, munições e armas como fuzis.

As maiores quantidades de cocaína têm sido apreendidas em São Paulo (46,8%), maior centro consumidor de drogas no País, seguido de Mato Grosso (9,8%), Mato Grosso do Sul (8,5%) e Minas (7,8%), especialmente no Triângulo Mineiro, que desponta como entreposto de entorpecentes, por causa da complexa malha rodoviária.

Inteligência. O delegado Cezar Luiz Busto de Souza atribui os resultados às ações de inteligência nas fronteiras, em colaboração com países vizinhos. "Só a cooperação leva a bons resultados. Temos focado as ações em áreas de fronteira, porque no Brasil a capilaridade rodoviária é grande." Paraná e Mato Grosso do Sul, vizinhos do Paraguai, responderam por 60% da apreensão de maconha.

Souza afirma que é preciso avançar até a prisão de grandes traficantes sul-americanos. "Chegar ao chefe é um processo lento. O grande momento da asfixia é quando você o prende e bloqueia o patrimônio." O delegado cita algumas preocupações, entre elas o possível avanço de produtores de coca na Amazônia. "A produção está na borda. Para pular para cá, não custa", afirma Souza.

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