Em 6 caminhões e 9 carros, 30 ladrões levam carga de tablets e smartphones

Comboio invadiu centro empresarial em Campinas onde fica multinacional espanhola Celistics, dona dos aparelhos roubados

RICARDO BRANDT / CAMPINAS, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2013 | 02h02

Criminosos em um comboio formado por seis caminhões-baú e nove carros invadiram um condomínio empresarial em Campinas, no interior de São Paulo, na madrugada de ontem, para roubar uma carga de tablets e smartphones em uma das maiores empresas de logística e distribuição de alta tecnologia que presta serviço para Samsung, Telefonica e Vivo, entre outras empresas.

O grupo formado por pelo menos 30 assaltantes estava armado com fuzis, submetralhadoras e pistolas. Faltavam alguns minutos para 0h de domingo quando parte dos assaltantes chegou em um carro caracterizado como sendo da empresa que presta segurança para o Centro Logístico Brasil (CLB), que fica na Rodovia Anhanguera, na altura do entroncamento com a D. Pedro I, distrito de Nova Aparecida.

Depois de dominarem os vigias da guarita de entrada, segundo a Polícia Militar, eles liberaram o acesso para os demais integrantes da quadrilha, que estavam encapuzados nos outros veículos. O alvo era uma carga de produtos de alta tecnologia armazenada no centro logístico da multinacional espanhola Celistics, especializada em operações de distribuição e transporte de smartphones, tablets e insumos tecnológicos.

A empresa, que concentra 60% da operação logística dos grupos de telecomunicação e de tecnologia da informação do Brasil, se instalou em setembro do ano passado no local, quando foi inaugurado o CLB. Ela ocupa 50% do prédio do centro logístico, que é privado.

Durante a ação, que durou pouco mais de três horas, alguns seguranças foram amarrados e mantidos presos dentro da portaria e os outros, obrigados a ajudar a carregar os produtos roubados. Nem a polícia nem os representantes da empresa informaram a quantidade, o valor e o tipo de produto roubado pelos assaltantes.

Na fuga, os criminosos levaram ainda os coletes à prova de bala, os revólveres e uma espingarda calibre 12 dos funcionários da empresa de segurança. Ninguém ficou ferido. Os vigias conseguiram acionar a PM quase uma hora após a fuga dos assaltantes. Além da Celistics e do CLB, duas empresas de segurança que atuam no local foram registradas no boletim de ocorrência como vítimas do crime. Ninguém quis comentar o caso.

Investigação. O roubo cinematográfico começou a ser investigado pela Delegacia de Investigações Gerais de Campinas (DIG). Os policiais recolheram do local, além de materiais deixados pelos assaltantes, imagens das câmeras de segurança.

Para os policiais da DIG, os criminosos planejavam a ação havia semanas e tinham informações de pessoas que trabalham no local, pois sabiam detalhes sobre os pontos de ronda, locais onde estavam as câmeras, botões de disparo de alarmes e horários de troca de turno.

Os policiais também vão analisar os resultados periciais do Instituto de Criminalística (IC) do material apreendido no local. A quadrilha deixou para trás luvas, alicate, camiseta, bitucas de cigarro e pedaço de algodão com manchas vermelhas que podem ser de sangue. Os resultados devem sair em 30 dias.

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