Em 24h, telefone da PM recebe 50 trotes sobre incêndios e ataques

Coronel diz que ligações - feitas de orelhões - foram premeditadas e pretendem desestabilizar o trabalho da polícia

O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2012 | 03h05

Além de incêndios a ônibus, que ontem continuaram a ocorrer em São Paulo, os boatos sobre novos ataques na capital encheram de ligações os ramais do 190, da Polícia Militar. Nas últimas 24 horas, foram pelo menos 50 ligações falando sobre falsos incêndios e supostos atentados a bases policiais.

Para o coronel Leonardo Ribeiro, do Comando de Policiamento da Capital, os telefonemas são ações premeditadas, feitas de orelhões públicos para tentar atrapalhar a atuação da PM. "Esses trotes buscam desestabilizar o nosso trabalho", disse, acrescentando que os 50 trotes passados para a PM foram checados e nenhuma das informações se confirmou.

Até sites na internet feitos por policiais civis contribuíram para espalhar boatos alarmistas. Na terça feira, um post de um blog denunciava um suposto roubo de carros de empresas de água e energia para realizar ataques a policiais. Antes disso, na sexta-feira, o mesmo site de policiais afirmava haver informações de que dois policiais seriam mortos em cada região da cidade.

Histórico. No dia 15 de maio de 2006, uma segunda-feira, os boatos pararam a capital paulista depois de uma onda de ataques que deixaram 37 policiais e carcereiros mortos. Apesar da violência das ocorrências do fim de semana, a facção havia ordenado o fim dos atentados na segunda-feira.

Mesmo assim, instituições de ensino - entre elas a Universidade de São Paulo (USP) e 40% das escolas da cidade - não abriram. As ruas ficaram desertas na hora do rush, em um dia em que não ocorreu quase nada. "É preciso evitar sensacionalismo nesse momento, porque a população se encontra insegura e informações erradas podem provocar pânico", diz Ribeiro. / B.P.M.

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