Em 24h, mais 6 ônibus são queimados

Ataques ocorreram nas zonas norte, leste e sul da cidade; ninguém ficou ferido, mas há suspeita de ação ordenada por bandidos do PCC

PEDRO ROCHA, O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2012 | 03h03

Mais seis ônibus foram queimados na capital, entre a noite de anteontem e a noite de ontem. Três atentados ocorreram no Tremembé: às 20h50, na Avenida Antonelo da Messina; às 22h20 na Rua Alfazema; e às 23h15 na Rua Ushikich Kamiya. Por volta das 23h30, registrou-se outro ataque na Rua Brigadeiro Amílcar Velloso Pederneiras, na Saúde, zona sul. Nenhum dos casos deixou vítimas.

Os incêndios de ônibus aumentam a suspeita de ação comandada por bandidos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Já são pelo menos nove casos desde o fim de semana.

Em 12 dias, além de ataques a bases da PM, seis policiais militares morreram em horário de folga. Já são 40 PMs mortos neste ano. Em 2011, foram assassinados 47, sete em serviço. O governo do Estado ainda não sabe se são fatos isolados ou ataques relacionados ao crime organizado.

Por volta das 22h35 de segunda-feira, um ônibus intermunicipal que iria para São Caetano do Sul, no ABC, foi atacado em Sapopemba, na zona leste. Um menor aparentando ter 14 anos, com uma garrafa cheia de combustível, deu sinal de parada. Quando a porta se abriu, outros três aparentando ter a mesma faixa etária se aproximaram. Um deles, supostamente armado, mandou o motorista descer, antes de o bando atear fogo ao veículo.

O outro caso ocorreu ontem de madrugada no Parque Bristol, zona sul. O motorista José Jurandir dos Santos, de 31 anos, afirmou que ele e o cobrador José Sobral da Silva, de 57, aguardavam no ponto quando foram surpreendidos por quatro criminosos. Um deles usou um maçarico para atear fogo ao veículo. "Na hora tentei puxar minha bolsa. Um dos homens não gostou e falou 'vou atirar nesse cara'. Corri então sem pegar nada", disse Santos. / COLABORARAM GIO MENDES e WILLIAM CARDOSO

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