Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Em 24 horas, Inpe registra 63 focos de queimadas no Estado de São Paulo

Número registrado neste sábado, 5, é maior do que os primeiros quatro dias do mês de maio, quando foram flagrados 35 incêndios

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

06 Maio 2018 | 15h40

SOROCABA – Os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) flagraram 63 focos de queimadas entre a zero hora e a meia-noite deste sábado, 5, no Estado de São Paulo. Em 24 horas, o número de focos superou em muito o acumulado nos primeiros quatro dias do mês, quando foram registrados 35 incêndios. O sábado foi também o dia com o maior número de queimadas desde o início deste ano.

Conforme o coordenador do monitoramento de queimadas do Instituto, Alberto Setzer, o mato seco e a baixa umidade do ar favorecem as ocorrências. Grande parte do Estado está sem chuvas há pelo menos 30 dias. “A tendência é de aumento na quantidade de focos, pois estamos apenas no início do período seco”, disse.

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Os casos foram registrados em todas as regiões do interior, além da Região Metropolitana de São Paulo - houve dois focos em Guarulhos. Somente no município de Santa Adélia, na região norte do Estado, foram registrados sete focos de incêndios, dois deles em áreas de cana-de-açúcar. Analândia e Botucatu tiveram cinco focos cada.

Outras nove cidades - Aguaí, Barretos, Caraguatatuba, Casa Branca, Palmares, Pederneiras, Piracicaba, Pradópolis e São Carlos – tiveram três queimadas. Em Salto, os bombeiros mobilizaram equipes para combater um incêndio numa área de capoeira à margem da rodovia Santos Dumont (SP-75). Em Catanduva, o fogo em vegetação seca chegou perto de um núcleo de casas do bairro Nova Catanduva e moradores foram obrigados a deixar os imóveis.

Na tarde de sábado, a umidade relativa do ar baixou para 24% em Ribeirão Preto e a Defesa Civil da cidade entrou em estado de atenção. Campinas, com umidade do ar a 27%, e Araraquara, com 28%, também entraram em atenção. Conforme a Defesa Civil, isso acontece quando o índice fica entre 21% e 30% - o ideal para a saúde humana é acima de 60%. A umidade baixa também favorece a concentração de poluentes no ar.

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