Em 2006, onda de boatos se seguiu aos ataques do PCC

Cenário: Bruno Paes Manso

O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2012 | 03h04

Os ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC), em maio de 2006, foram precedidos por um período de calmaria, em que o governo insistia em dizer que tinha acabado com a facção. A megarrebelião em presídios de 2001 havia sido a primeira vez em que o grupo tentou mostrar força à sociedade. Nos anos que se seguiram, as disputas entre líderes provocaram mortes de alguns criminosos e deram a entender que nunca mais haveria episódio semelhante no Estado.

Os assassinatos de 40 agentes de segurança revelaram que as autoridades mentiam ou estavam equivocadas. O PCC continuava ativo e forte, a ponto de ordenar o massacre.

A surpresa provocada pelos ataques de 2006, que pegou polícia e sociedade desprevenidas, mostrou a necessidade de não se deixar informar apenas pelo discurso dos governantes. Essa foi uma primeira lição.

A segunda lição foi a necessidade de reconhecer a diferença entre informar e exagerar. No segundo caso, em vez de pessoas críticas e conscientes da realidade, pode-se aumentar a sensação de histeria e medo. Em 2006, os boatos nos dias que se seguiram ao ataque deixaram as ruas da cidade desertas.

Os desafios para lidar com os ataques na atualidade são os mesmos: filtrar o discurso oficial, que pode querer amenizar a realidade, e tomar o cuidado de não embarcar nos boatos e exageros, naturais nessas situações mais tensas.

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