Em 20 dias, três pessoas são baleadas em bancos da capital

Recomendação é evitar sacar grandes quantias e evitar dias de grande movimento nas agências bancárias

17 de setembro de 2008 | 08h56

Em 20 dias, duas pessoas morreram e uma ficou ferida em assaltos a bancos na zona oeste da capital paulista. Na terça-feira, 16, um vendedor morreu após ser baleado em um tentativa de assalto na Avenida Professor Alfonso Bovero, em Perdizes. Um dia antes, um funcionário de um estacionamento foi baleado na Rua Estados Unidos, nos Jardins. No dia 28 de agosto, um homem morreu após ser baleado na saída de um banco na Avenida Sumaré. Na terça, Nivaldo Aparecido Malta havia sacado R$ 5 mil em uma agência do Unibanco na Av. Prof. Alfonso Bovero e foi seguido por dois homens até a Rua Caiubi. Os criminosos anunciaram o assalto e o vendedor se negou a entregar o dinheiro. Malta foi baleado e os assaltantes fugiram a pé, sem roubar nada. A vítima chegou a ser encaminhada ao pronto-socorro do Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos.  Jardins O funcionário da rede de estacionamentos MultiPark Francisco Eleomar de Souza, de 42 anos, levou um tiro no abdome, às 15h40 de segunda-feira, ao se recusar a entregar um malote no estacionamento do Banco Real, na Rua Estados Unidos - a cerca de 200 metros do 78º Distrito Policial. Os bandidos fugiram sem levar a mochila da vítima, com R$ 15 mil, que seriam usados para efetuar pagamentos. Souza foi levado ao Hospital das Clínicas, onde passava por cirurgia.  Segundo um representante da MultiPark que não quis se identificar, o funcionário saiu do escritório da empresa, na Avenida Paulista, para ir à agência do Real, como faz toda segunda-feira. Policiais acreditam que Souza foi seguido pela dupla de criminosos, de motocicleta, desde o escritório.  O funcionário foi surpreendido no estacionamento da agência. O garupa anunciou o assalto, e pediu a Souza que ficasse ''quietinho'' e entregasse a mochila. Souza se recusou e o bandido atirou. A bala acertou o abdome. Souza foi socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros. Os criminosos fugiram em direção à Avenida Rebouças, abandonando o malote com R$ 15.218,90. A PM foi chamada, mas nenhum suspeito foi detido. Os policiais foram até o banco, mas não encontraram nenhuma gravação que pudesse ajudar na investigação. Também foi realizada uma busca em outros estabelecimentos comerciais da região, sem sucesso. Avenida Sumaré No dia 28 de agosto, o representante de vendas Jean Miguel Kountouriotis retirava, em uma agência da Caixa Econômica Federal (Caixa), o dinheiro referente ao Fundo de Garantia (FGTS). Os assaltantes conseguiram fugir. Ele tinha 45 anos e entrou na agência no início da tarde e pediu para receber o dinheiro. Segundo um funcionário do banco, Kountouriotis pretendia transferir o dinheiro para outra conta em um banco diferente e se recusou a pagar a taxa de R$ 17 cobrada pela transação. Com os R$ 7.849 guardados numa maleta preta, o representante comercial saiu do banco - e foi abordado por dois homens de moto. O representante foi levado em uma viatura da PM ao Hospital das Clínicas, em Pinheiros, também na zona oeste, onde morreu por volta das 13h30. Os dois assaltantes fugiram sem levar o dinheiro. Casado há 18 anos e pai de uma menina de 10, o representante estava saindo de seu emprego em uma empresa de produtos têxteis. A vítima morava com a mulher, de 37 anos, e a filha em Perdizes. A zona oeste, formada por bairros de classe média alta como Perdizes, Pinheiros, Lapa e Butantã, é a líder em assaltos a banco na capital paulista que envolvem grave ameaça de morte - muitas vezes com arma. Essa região registrou, somente no primeiro semestre deste ano, 25 crimes, segundo o Setor de Inteligência da polícia de São Paulo. Dicas Especialistas recomendam evitar sacar grandes quantias de uma vez só. É preferível fazer transferências do tipo DOC ou TED (entre contas) ou pagamento com cheque nominal ou cheque administrativo. Se for preciso sacar uma grande quantia, o ideal é procurar agências em dias de menor movimento - criminosos procuram atuar em datas próximas do pagamento de empresas (início e fim de mês) ou antes e depois de feriados.  Outra orientação é evitar conversas com estranhos após o saque. O correto é ir diretamente ao local e seguir diretamente para casa, após o transação, pois os criminosos sempre procuram distrair a vítima. Se possível, quem for sacar deve levar sempre uma pessoa conhecida junto - para inibir abordagens.  (Com informações de Camila Alves, do estadao.com.br)

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