Em 2 anos, houve ao menos 3 seqüestros por relacionamento

São casos semelhantes ao de Santo André, em que Lindemberg Alves faz ex-namorada refém há dois dias

da Redação, estadao.com.br

15 de outubro de 2008 | 20h59

Nos últimos dois anos, ao menos outros três casos semelhantes ao seqüestro em Santo André, em que Lindemberg Alves faz sua ex-namorada refém por dois dias, ocorreram na região metropolitana de São Paulo. São problemas de relacionamento que acabaram com mulheres em poder de companheiros por horas.   Veja também: Mãe de seqüestrador ficou aliviada ao ouvi-lo, diz amigo Jovem diz que vai matar ex-namorada se polícia invadir o local Garota libertada de seqüestro fala à polícia em Santo André 'Ele estava com revólver e várias balas no bolso' Segundo irmãs, rapaz nunca andou armado   O caso mais recente ocorreu em setembro de 2007, quando o mecânico Paulo César de Souza Luiz manteve a mulher e dois filhos reféns por nove horas, em Osasco. Paulão, como era conhecido no bairro, passava por problemas financeiros. Ele estava armado com uma faca de cozinha e não chegou a ameaçar a família. Paulo César se entregou sem ferir ninguém, após a chegada de um irmão, que é sargento do Corpo de Bombeiros em Dracena.   Em janeiro de 2007, o presidiário Édson Félix dos Santos manteve sua ex-mulher refém por 37 horas, também em Osasco. Ele estava em indulto de Natal quando seqüestrou Carla Joelma Alencar Viana, de 33 anos, e a manteve presa dentro de casa. Cansado, Santos cochilou e a vítima aproveitou o momento para fugir. Após uma hora de negociações com policiais do Gate, ele também saiu da casa.   Um caso que acabou em tragédia ocorreu em outubro de 2006. O marceneiro Gilberto Gomes de Lima, de 36 anos, fez reféns a ex-mulher e a amante por 30 horas, em Cidade Tiradentes, zona leste da capital paulista. Andréia Pereira dos Santos, de 30 anos, procurou o marceneiro para contar que estava grávida. Então, a ex-mulher, Gilvanete da Silva Lima, de 37 anos, dele apareceu. Sessenta policiais foram mobilizados nas negociações, mas no fim. Lima atirou na amante e depois atirou contra a própria cabeça.

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