Em 1/3 dos casos, destino é o desmanche

Pelos valores que movimenta, o roubo de veículos é um negócio que nunca sai de moda. E se reinventa para continuar existindo, sempre que há repressão.

O Estado de S.Paulo

18 Março 2012 | 03h02

Para quebrar o ciclo, segundo o especialista em segurança pública Guaracy Mingardi, não basta apenas o trabalho da polícia. Segundo ele, é preciso também uma sincronia com as prefeituras, que punem administrativamente os estabelecimentos que vendem peças de carros ilegalmente, e com o Ministério Público Estadual, no oferecimento de denúncias com prioridade em relação a outros crimes.

"Os desmanches existem porque não foi feito nada em conjunto até agora. Se tiver uma força-tarefa, a situação pode melhorar rapidamente. São ações que devem durar seis meses. Depois, é preciso manter a fiscalização."

"É um comércio muito bem estruturado, ramificado. Não se resolve apenas com o trabalho da Polícia Civil", diz o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Nelson Silveira Guimarães.

Ele explica que pretende entrar em contato com outras autoridades para criar um plano em conjunto. "O nosso trabalho será constante, mas temos boas ideias e temos também a ajuda de outras secretarias."

Entre os 184 mil veículos que foram roubados ou furtados em 2011, um terço acabou em desmanches ilegais, como o Santa Fé da supervisora hospitalar F. Outras duas partes se dividiram igualmente entre aqueles usados em golpes contra as seguradoras - proprietários simulam um furto ou roubo para receber o valor de tabela, maior do que o praticado pelo mercado - e clonados, crime que cresceu nos últimos tempos e já chama a atenção da polícia. /M.G. e W.C.

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