Em 12 anos, plano de drenagem só cumpre 1/3 da meta inicial

Projeto era ter piscinões suficientes para reter 22 milhões de metros cúbicos - os atuais [br]armazenam 8 milhões

Tiago Dantas, O Estado de S.Paulo

05 Março 2011 | 00h00

Elaborado em 1998, o Plano de Macrodrenagem da Bacia do Alto Tietê previa a construção de um número de piscinões capaz de reter 22 milhões de m³ de água. Em 12 anos, o Estado cumpriu apenas um terço dessa meta. Atualmente, armazena 8 milhões de m³. Ao anunciar a entrega de um reservatório para novembro e de outros seis em "até dois anos", Alckmin eleva essa capacidade para cerca de 11 milhões de m³ - metade do previsto no plano de 1998.

"Ainda temos de aumentar a capacidade de reserva. Estamos contratando a revisão do Plano de Macrodrenagem, porque a situação das cidades mudou desde quando ele foi feito", afirmou o secretário de Estado do Saneamento e Recursos Hídricos, Edson Giriboni.

O professor da USP José Rodolfo Scarati Martins lembra, porém, que os piscinões só podem ser considerados uma saída eficiente no combate às enchentes se a limpeza for constante. Alckmin prometeu investir R$ 40 milhões por ano na manutenção dos piscinões que ficam na Grande São Paulo - antes eles estavam sob responsabilidade das prefeituras. Mas a capital continuará fazendo a limpeza dos seus reservatórios.

Pirajuçara. O primeiro piscinão a ser entregue será o do Córrego Olaria, da Bacia do Pirajuçara, em Campo Limpo, zona sul da capital, no limite com Taboão da Serra. A licitação para construção do reservatório foi lançada em setembro de 2009. Também prometido desde a gestão passada, o piscinão do Jaboticabal, no Ribeirão dos Couros, limite de São Paulo com São Bernardo e São Caetano, aguarda recursos do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2) do governo federal para ser construído.

Outros dois reservatórios devem atender a Bacia do Tamanduateí: o Guamiranga, na Vila Prudente, zona leste, e o Miranda d"Aviz, em Mauá. Até outubro, o governo espera ter em mãos o projeto de canalização de 19 quilômetros do Rio Baquirivu, em Guarulhos, e de reassentamento das famílias que vivem ali.

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