Em 10 dias, 15 pessoas morrem afogadas no litoral paulista

Segundo bombeiros, maior risco é banhista que entra no mar embriagado; em 2008, 93 morreram na temporada

Rejane Lima, O Estado de S.Paulo

21 Janeiro 2009 | 21h13

O Corpo de Bombeiros afirma que essa é uma temporada típica nos índices de salvamentos e os números deverão ser semelhantes aos dos últimos anos. Do dia 1º ao dia 11 de janeiro, 15 pessoas morreram afogadas nas praias paulistas e 470 sobreviveram após resgate dos bombeiros. Em 2008, foram 2.103 salvamentos e 93 casos fatais, número bem inferior à temporada de 2007, quando morreram 129 banhistas e 3.105 foram salvos dos mares paulistas.   Veja também: Bombeiros promovem apitaço no Guarujá  Dicas no Blog do Verão09   Fotos de banhistas aproveitando o verão      "O grande fator de risco continua sendo o próprio banhista, que muitas vezes entra no mar embriagado", afirma o tenente do Corpo de Bombeiros do Guarujá, Fernando Calixto Mariano. Segundo ele, os apitos dos bombeiros que chamaram à atenção nas praias são a essência do trabalho. "Por isso que somos guarda-vidas e não salva-vidas, o conceito é evitar situações de risco para os banhistas. Devemos orientar e trabalhar com a prevenção dos afogamentos", afirmou.   Em toda a costa paulista, há 555 guarda-vidas efetivos e 566 temporários nesta temporada. Eles contam ainda com o auxílio de 38 botes, oito lanchas, 21 unidades de resgate (viaturas), 16 jet-skis, dois navios, 13 motos e cinco helicópteros.   Até agora, as cidades recordistas em mortes por afogamentos em 2009 são Mongaguá e Ilha Comprida, com três casos em cada. No ano passado, Praia Grande liderou a estatística, com 25 mortes e 177 pessoas resgatadas com vida. Também no ano passado, o município onde os bombeiros mais trabalharam foi Guarujá, onde 904 vítimas foram salvas e 12 morreram.

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