Eloá passará por cirurgia para doação de órgãos

Jovem que passou quatro dias em cativeiro em Santo André teve morte cerebral confirmada sábado

Felipe Calza, da Rádio Eldorado,

19 de outubro de 2008 | 14h20

Pouco depois das 12 horas, chegaram ao Centro Hospitalar Municipal de Santo André os médicos da Organização à Procura de Órgãos (OPO), ligada ao Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Eles serão responsáveis pelos exames necessários e pela remoção dos órgãos de Eloá, a adolescente de 15 anos que faleceu ontem. Eloá foi baleada na cabeça após ser mantida refém pelo ex-namorado, Lindembergue Alves, 22 anos, durante quatro dias em Santo André.    Leia também:Lindembergue é autuado por 5 crimes e será ouvidoNayara não falará com a polícia no hospital, diz secretárioSegundo perito, primeiro tiro teria sido dado por Alves na cabeça de EloáÀ frente da negociação, uma rotina insoneConfira cronologia do seqüestro  Seqüestro em Santo André é o mais longo registrado em SPGaleria de fotos do seqüestro   A morte cerebral de Eloá foi confirmada no sábado às 23h30. Segundo a diretora do Centro Hospitalar, Rosa Maria Aguiar, todos os órgãos da menina, a princípio, estão intactos e poderão ser doados, mas são os especialistas da OPO que farão essa avaliação. Rosa Maria informou que o Centro Hospitalar deve encaminhar algum representante à casa de Eloá, no Jardim Santo André, para que a família autorize, por escrito, a doação dos órgãos. A autorização ocorreu por telefone por familiares da menina. Isso seria necessário, segundo a diretora, porque a família de Eloá quer evitar a imprensa. Nenhum representante da família de Eloá encontra-se no hospital. Depois da remoção dos órgãos, o corpo de Eloá seguirá para o Instituto Médico Legal (IML). Serão realizados, então, os exames sobre o crime. Será verificada a informação de que o tiro que a matou teria sido disparado pelo ex-namorado da garota. Remoção de órgãos será feita após exames Os resultados dos exames dos órgãos da garota Eloá Pimentel só serão conhecidos hoje depois das 23 horas. A informação é do Secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata. Segundo ele, os exames dos órgãos e os compatibilidade demoram entre seis e 12 horas e "devem ser conhecidos entre 23 horas e a meia-noite". Durante entrevista coletiva, o secretário esclareceu que Eloá ainda não passa pela cirurgia de retirada de órgãos, o que só irá acontecer depois dos exames concluídos. Segundo Barradas, a cirurgia de retirada deve demorar cerca de duas horas e os órgão que salvarão vidas serão, imediatamente, encaminhados para os doadores. A entrevista coletiva foi concedida à imprensa no Centro Hospitalar Municipal de Santo André, onde os médicos da Organização à Procura de Órgãos (OPO), ligada ao Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, realizam os trabalhos.

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