Eloá está em coma irreversível; novo exame será feito às 23h

Procedimentos que estão sendo realizados fazem parte de protocolo para determinar a morte cerebral

Da Redação,

18 de outubro de 2008 | 17h34

O estado de saúde da menina Eloá Cristina Rodrigues, de 15 anos, permanece gravíssimo e ela se encontra agora em um estado de coma irreversível, segundo os médicos responsáveis pelo tratamento. Eloá, que foi baleada na cabeça e na virilha após ser seqüestrada pelo ex-namorado Lindembergue Alves, de 22 anos, passou por uma bateria de exames nesta tarde. Os testes serão repetidos por volta das 23 horas, 23h30.   Leia também:Eloá teve piora significativa após cirurgia, diz médicoGoverno assume erro por informações sobre saúde de EloáEloá, 'uma menina falante'; Lindembergue, 'um trabalhador'Especialistas condenam participação de Nayara na negociaçãoPolícia invade, reféns são levadas e seqüestrador é preso 'O que deu errado foi o tiro que ele deu na menina', diz coronel Armas de policiais e seqüestrador são apreendidas para períciaConfira cronologia do seqüestro  Seqüestro em Santo André é o mais longo registrado em SPPai de Nayara diz que foi ‘expulso’ pela PM de escolaGaleria de fotos do seqüestro   As duas fases de testes fazem parte de um protocolo obrigatório para esses casos, que determina que precisam ser feitos duas baterias de exames para determinar a morte cerebral. Eloá já não está mais sendo medicada para induzi-la ao coma, justamente porque os médicos querem ver como a menina reagirá sem os medicamentos. O resultado do segundo exame será divulgado à meia-noite. Ao ser questionada sobre as chances de a menina sobreviver, a neurocirurgiã Gracie Lidia, responsável pelo tratamento de Eloá, respondeu: "Sobreviver ou não sobreviver não são termos médicos. Nós não podemos fechar um prognóstico, precisamos fazer um segundo exame". A médica afirmou, porém, que, caso a menina se recupere, viverá "provavelmente em estado de coma vegetativo".  A diretora do Centro Hospitalar Municipal de Santo André, Rosa Maria Aguiar, afirmou que a família da menina está muito abalada, mas que os pais, que entraram em estado de choque depois do fim trágico do seqüestro, estão estáveis. Neste momento, quem acompanha a menina na UTI são a mãe e um dos irmãos. Rosa afirmou ainda que a equipe do hospital se envolveu emocionalmente com o caso. "Nós nos envolvemos não só aqui na entrada, mas no local, com a falmília. O caso mexeu muito com a gente. Não tem como não sentir a dor da família", disse.

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