Eletropaulo tenta se explicar

ESTRONDO EM TRANSFORMADOR E APAGÕES

O Estado de S.Paulo

21 Março 2013 | 02h02

Reclamo da AES Eletropaulo. As 3 noites de chuvas torrenciais, com relâmpagos e trovões, resultaram em apagões inexplicáveis na cidade. Na primeira noite, no dia 8/3, por causa do imenso barulho da chuva, não foi possível ouvir o estrondo do transformador. Já nas duas noites seguintes, o estrondo foi nítido e isso é frequente na região da Vila Madalena e de Pinheiros, ocasionando vários apagões. Não é possível que haja problema no transformador em 3 dias seguidos. Por ter sido final de semana, penso que as equipes de plantão não fazem os consertos necessários. O serviço é malfeito, parece mais uma gambiarra! A AES Eletropaulo precisa agir adequadamente para que esses problemas não se repitam.

WALTER W. HARRIS / SÃO PAULO

A AES Eletropaulo informa que os desligamentos de energia foram provocados por queda de árvores e galhos de grande porte sobre a rede elétrica. Em um dos casos, foi necessário a reconstrução do trecho da rede atingida. A concessionária acrescenta ainda que vai mapear as árvores que estão próximas da rede elétrica para realizar podas preventivas no circuito de energia do cliente.

O leitor comenta: Pode até ser que no dia 8/3 tenha ocorrido queda de árvores. Mas nos dias seguintes o problema com o transformador permaneceu e, consequentemente, vieram os apagões. A promessa da concessionária de providenciar a poda de árvores nas redondezas é uma medida inteligente. Mas e nas demais áreas de São Paulo? Também serão mapeadas e podadas ou o morador de cada bairro vai ter de reclamar no jornal para que isso se concretize?

AES ELETROPAULO - 2

Resposta-padrão

Desde o dia 8/3, meus pais estão enfrentando longos períodos sem fornecimento de energia elétrica. Meu pai tem 79 anos, foi operado recentemente da coluna e tem dificuldades de locomoção. Minha mãe tem 78 anos, tem ponte de safena, é diabética e faz uso regular de insulina, que precisa de refrigeração. O problema começou às 15 horas do dia 8/3, quando houve um estouro no poste quase em frente à residência deles. Com isso, ficaram sem energia até as 16 horas do dia 9/3. Dois dia depois, novamente faltou luz das 2 às 13 horas. E das 20 às 22 horas. O último técnico que esteve no local informou que o problema era uma sobrecarga no transformador, sendo necessária a troca do aparelho. Temo pela saúde dos meus pais, que estão passando por um transtorno sem precedentes. Sinceramente, não sei mais a quem recorrer tamanho é o descaso da Eletropaulo com seus clientes.

LUIZA OLIVA / SÃO PAULO

A AES Eletropaulo lamenta o ocorrido e informa que analisou a ocorrência da cliente e constatou que os desligamentos mencionados foram causados por queda de galhos de árvore e outros objetos arremessados pelos fortes ventos sobre a rede elétrica. Os principais desafios da concessionária, que prejudicaram o tempo do restabelecimento de energia, foram os pontos de trânsito, os alagamentos intransitáveis e a queda de árvores e de galhos de grande porte na rede de distribuição.

A leitora diz: A resposta da Eletropaulo é ridícula. O problema da falta de luz na casa dos meus pais não foi causado por queda de árvore. Não há árvore próxima ao poste, que chegou a ser substituído. O problema era o transformador. Ele foi trocado no dia 12/3, e a luz retornou por volta de 22h30 do mesmo dia.

EXCESSO DE ENTULHO

Subprefeitura não resolve

Nos últimos anos uma construtora adquiriu todas as casas do quadrilátero formado pelas Ruas Gomes de Carvalho, Cardoso de Melo, Guaraniúva e

Baluarte. A empresa derrubou-as visando à construção de prédios e, desde então, as calçadas das Ruas Cardoso de Melo e Guaraniúva se transformaram em depósitos de lixo, entulhos, móveis velhos e mato. O lixo é tanto que impede a circulação de pessoas pelas calçadas. Peço o auxílio do jornal, pois já comuniquei o fato à imobiliária, à Subprefeitura Pinheiros e não foi tomada nenhuma providência.

JOSÉ FERNANDO BANIN

/ SÃO PAULO

A Subprefeitura Pinheiros

informa que realizará vistoria nas vias apontadas e, constatadas as irregularidades, as medidas previstas em lei serão aplicadas.

O leitor informa: Agradeço pela ajuda. No entanto, um mês atrás o jornal enviou a reclamação para a regional de Pinheiros, que respondeu que tomaria as providências necessárias. Mas não foi feita nenhuma ação que corrigisse ou punisse o grande desleixo da imobiliária.

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