'Eles vão ter de me engolir como sócio', diz cirurgião

Pivô da polêmica que ultrapassou os muros do Paulistano, o cirurgião plástico Mario Warde, de 41 anos, aguarda com expectativa o dia em que terá a carteirinha de sócio nas mãos. Ao lado dele, além do marido Ricardo Tapajós, de 47 anos, devem estar a filha, de 13, e os enteados, de 15 e 17. "Agora falta pouco. Eles vão ter de me engolir", afirma.

O Estado de S.Paulo

29 Julho 2012 | 03h03

Warde diz que "comprou a briga" por uma questão cívica. "Quando o Ricardo solicitou a inclusão, achávamos que o processo seria simples. A ex-mulher dele tinha o título e nunca foi casada no papel. Pensei que o mesmo ocorreria comigo. Mas o conselho decidiu o oposto. Foi aí que começou a batalha", conta.

Para o casal, a decisão do clube não reflete a posição da maioria dos sócios. "Nos fins de semana, quereremos ir ao clube praticar esportes e nos divertir. Hoje, esse direito não é respeitado."

O tema ganhou até desdobramentos políticos. Léo Coutinho, de 34 anos, é o conselheiro mais jovem do clube e hoje luta para que a diretoria retire o recurso e aceite o casal gay. "Essa história tem de acabar logo. O Paulistano não é retrógrado, como pode parecer. Há uma movimentação muito grande entre os 25 mil associados para que haja uma mudança de postura", diz. / A.F.

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