'Eles não têm regras, pegam na covardia'

O Estado conversou ontem com um dos 40 policiais 'marcados para morrer' pelo PCC.

Entrevista com

WILLIAM CARDOSO, O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2012 | 02h02

Como se sente sabendo que está na lista? É desconfortável. Apesar de que, a partir da primeira prisão de suspeito que fiz, sabia que estava sujeito a isso. Você sempre desagrada a alguém.

O que pretende fazer de agora em diante? Vou redobrar minha atenção. É estressante, ainda mais porque se sabe que eles investigam primeiro a presa antes de atacar, conhecem toda a sua rotina. Eles não têm regras, então podem te pegar na covardia.

O senhor desconfiava de que estava sendo monitorado? Não sabia dessa lista, mas tinha suspeitas. Teve um parceiro nosso executado recentemente. Havia rumores de que alguma coisa poderia acontecer.

Alguma vez esteve em Paraisópolis? Nunca fiz nada lá. É preocupante saber que meu nome estava ali, em meio à bandidagem pesada.

Sua família já sabe do nome na lista? Não falei para eles.

Recebeu respaldo dos colegas? Nossa instituição é muito unida. É uma situação à qual qualquer um está sujeito.

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