Eles não podem faltar: Demônios da Garoa

SÃO PAULO - "Não mudou nada, rapaz. Só mudou a formação", desconversa Sérgio Rosa, de 57 anos, um dos integrantes do grupo Demônios da Garoa, célebre por interpretar canções que são símbolos de São Paulo - como os hits compostos por Adoniran Barbosa Trem das Onze, Samba do Arnesto e Saudosa Maloca.

Edison Veiga e Rodrigo Burgarelli , O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2012 | 21h30

O grupo existe desde os anos 1940. "A característica é sempre a mesma. Tem de ser assim, tem de manter, porque é isso que nosso público espera."

Da foto tirada em 2000 para a atual, apenas ele e Canhotinho, de 73 anos, se repetem. "Toninho morreu em 2005. Marco Antonio e Simbad saíram", conta o músico.

No lugar, entraram Dedé, de 51 anos, Izael, de 68, e o caçula do grupo, Ricardinho, de apenas 23. "Mas já os acompanho, como músico de apoio, desde os 12", frisa o jovem percussionista.

Ricardinho é da terceira geração de uma família "demoníaca da garoa". Seu avô, Arnaldo Rosa, foi um dos fundadores do grupo. Seu pai é o Sérgio. Ricardinho sabe da responsabilidade que carrega, junto aos instrumentos. "Os Demônios da Garoa são a cara de São Paulo", resume.

Mudanças. As músicas são as mesmas de sempre, o sucesso continua igual. "Só muda a idade mesmo", diz Canhotinho. "Mas, se você inverter os números no jornal e deixar 37, eu fico bem melhor", brinca ele, reconhecendo que estava "bem mais magrinho" na foto de 12 anos atrás.

Enquanto posavam para a nova foto, pertinho da Praça da República, eles foram abordados por vários fãs, que pediam para ser fotografados junto aos músicos. Prova real de que o sucesso de suas canções atravessam gerações. "Fazemos de 15 a 18 shows por mês", confirma Sérgio.

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