'Eles estão bem', diz Cristiane, irmã de Alexandre Nardoni

'Estão bem, na medida do possível, mas com saudade dos filhos e da Isabella', disse, sobre o irmão e a cunhada

Thaís Pinheiro, da Agência Estado,

12 de abril de 2008 | 20h48

Cristiane Nardoni, irmã de Alexandre Nardoni, pai da menina Isabella, morta ao ser atirada da janela do apartamento da família, em 29 de março, disse na noite deste sábado, 12, não ter recebido notificação da polícia para depor no caso da morte da sobrinha. Por volta das 19h30, ela foi até a frente da casa do pais, no bairro Tucuruvi, zona norte da capital paulista, para falar com os jornalistas sobre o irmão e a mulher dele, Anna Carolina Jatobá, madrasta de Isabella, hospedados lá desde que foram soltos na sexta-feira, depois de 9 dias de prisão.   VEJA TAMBÉM Perícia vai pôr pai e madrasta de Isabella na cena do crime Polícia ouve depoimento de vizinhos do casal Nardoni Entenda por que a Justiça libertou pai e madrasta de Isabella A tragédia, as dúvidas e contradições do caso  Escute por que crimes assim comovem a sociedade  Libertar pai de Isabella não afetará investigações, diz delegada Tudo o que já foi publicado sobre o caso Isabella    "Eles estão bem, na medida do possível, mas com saudade dos filhos e da Isabella", disse Cristiane, acompanhada pela amiga Natália de Souza. Os dois filhos de Alexandre e Anna Carolina Jatobá, um de 3 anos e outro de 10 meses, não estão na casa, afirmou, "por questões de segurança".   Isabella de Oliveira Nardoni, de 5 anos, morreu após ser jogada do apartamento do pai, no 6º andar do edifício London, na zona norte de São Paulo. Por volta das 13h, o advogado Antônio Nardoni, pai de Alexandre, deixou a casa da família e voltou por volta das 18h. Ele não falou com os jornalistas.   A delegada de polícia Renata Pontes afirmou que Cristiane será ouvida "em momento oportuno", mas descartou que isso ocorra na próxima segunda-feira. Os depoimentos do pai e da madrasta serão tomados somente após a liberação dos laudos dos Institutos de Criminalística (IC) e Médico-Legal (IML).   Na manhã desde sábado, amigos visitaram a residência do pai de Alexandre. Natália de Souza, amiga de Cristiane, foi até a casa. Estava acompanhada por um casal que levava várias sacolas de supermercado com produtos de limpeza, frutas e outros alimentos.   Natália, que estava com a irmã de Alexandre num bar na zona norte na noite em que Isabella foi assassinada, negou que a amiga tenha feito declaração sobre a ligação telefônica recebida. "Ela não falou nada daquilo que estão dizendo." Duas testemunhas ouvidas pela polícia teriam informado que ela teria dito que o irmão "fez uma besteira" ao receber um telefonema, pouco após o crime.   Peritos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico-Legal (IML) trabalham para concluir até o fim da próxima semana os laudos sobre a morte de Isabella . Oficialmente, porém, evitam dar prazo para o fim dos trabalhos.

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