Eleição de conselhos municipais tem participação variada nas regiões de SP

Pleito foi concluído às 17h com pouca participação na Lapa e maior mobilização em Páraisópolis, na zona sul

Artur Rodrigues e Laura Maia Castro, O Estado de S. Paulo

08 Dezembro 2013 | 17h29

Atualizado às 21h19

Terminou às 17h deste domingo,8, a votação da maior eleição administrativa já convocada pela Prefeitura de São Paulo para a formação de um conselho composto pela sociedade civil. O resultado será divulgado ainda neste domingo até as 20h.

Até as 21h, 95% das urnas haviam sido apuradas, contabilizando 120 mil eleitores. Como cada um podia votar em cinco candidatos, o total de votos chegava a 600 mil, de acordo com a Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo (Prodam). Mais cedo, a Prodam havia divulgado que havia 300 mil eleitores, mas esse número foi corrigido.

Os eleitores puderam votar em 270 locais da cidade. Cada subprefeitura terá entre 19 a 51 conselheiros, que assumem os postos no dia 25 de janeiro.

Na subprefeitura da Lapa, com 4 salas e 90 seções (urnas), a adesão por parte dos eleitores foi baixa. Uma mesária que preferiu não se identificar disse que até às 16h, apenas 31 votos tinham sido computados em uma das salas que tinha 7 urnas. "A populacao não sabia dessa eleição. Foi para inglês ver. E um desperdício a quantidade de mesários, energia, urnas e lanches para tão poucos eleitores".

A autonoma Maria Ludiceia Dutra, de 41 anos, e as duas filhas, de 18 e 20 anos, votaram na subprefeitura. "Entendo que os conselheiros vão poder fiscalizar melhor o trabalho da Prefeitura. Meu candidato é da paróquia que eu frequento, conheço o trabalho dele". Para a filha de Maria, Paula Mabele, de 18 anos, faltou divulgação. "Acho que a votação não foi muito divulgada. Mas acho importante a gente tentar mudar as coisas", disse.

No CEU de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, o movimento de eleitores era maior mesmo com 49 seções (urnas). A auxiliar de serviços gerais, Débora Goncalves, 31, mora na comunidade há 17 anos e acredita que as eleições são muito importante para a região. "É bom para eles lutarem pela gente. Por vagas em creches e áreas de lazer para as criancas." disse Debora, acompamhada das filhas de 2 e 8 anos.

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