''Ele se queixava de que o genro era vagabundo''

Vizinhos relatam discussões frequentes entre o casal de idosos e a filha e o marido; a pedido de Roberta, vítimas compraram casa em rua vizinha

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

16 Dezembro 2010 | 00h00

O primeiro a encontrar as vítimas e a casa inundada de sangue foi o caseiro que trabalhava para Wilson Tafner e Tereza Cobra. O baiano Sílvio, de 38 anos - que pediu para não ter divulgado o sobrenome -, continua morando na casa doada por Tereza semanas antes do crime, nos fundos do imóvel de Roberta. Sílvio se diz aliviado com a prisão do casal, ontem.

"Willians sempre me acusou. Fui o primeiro suspeito também para a Polícia. Mas depois veio a Justiça, que é divina", diz ele. Sílvio diz que ninguém da família o procurou até agora. À polícia, o caseiro disse ter se surpreendido quando Roberta chegou à cena do crime já falando das mortes. Ele ainda não havia avisado que os pais dela estavam mortos.

Pelo menos um ano de brigas antecederam o crime na casa 23 da Alameda Antonio Benedito Salvador, no condomínio Portal das Acácias, em Santana de Parnaíba. Tafner e Tereza só compraram o imóvel porque a filha e o marido - recém-casados - exigiram a outra casa que tinham, numa rua vizinha. Propriedade aconchegante, com piscina.

"O casal exigiu a casa para seu Wilson, até brigaram", conta Artemiro Bigosinski, de 34 anos, caseiro do imóvel vizinho e amigo da família. "Ele se queixava, chamava o genro de vagabundo." A casa foi repassada a eles.

Wilson e Tereza não se davam com Willians, por ele não trabalhar nem estudar. Vizinhos relatam que ele nunca acordava antes das 14 horas, além de não ser sociável. Um deles, que preferiu não se identificar, afirma que viu Willians no dia do crime, um sábado. "Ele passou aqui pela frente de casa a pé. Se foram eles, são realmente bons atores."

Roberta e o marido voltaram apenas duas vezes ao condomínio. Há meses, um EcoSport está na garagem.

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