Nivaldo Lima/Futura Press
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'Ele estava no local errado na hora errada', diz prima de motorista que morreu na Fernão Dias

O representante comercial Rogério Antônio Arone, de 38 anos, foi atingido por João José de Souza, de 43, atropelado na pista oposta ao fugir de um assalto

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

20 de setembro de 2013 | 09h58

SÃO PAULO - As circunstâncias da morte do representante comercial Rogério Antônio Arone, de 38 anos, atingido por João José de Souza, de 43, enquanto trafegava com seu carro pela Rodovia Fernão Dias, na zona norte de São Paulo, surpreenderam até os agentes da Polícia Rodoviária Federal. Arone seguia no sentido Belo Horizonte, quando Souza, atropelado por outro veículo na pista contrária, saltou sobre a mureta de proteção, atingiu o parabrisas de seu Renault Clio e acabou por decapitá-lo. Souza havia parado o carro no acostamento depois de passar sobre paralelepípedos e fugia de um assalto quando foi atingido. Dois menores foram apreendidos sob suspeita de ter participado do crime, às 22h de quarta-feira, 18.

"Foi uma situação inusitada até considerando o nosso efetivo. A minha turma, de 1994, tem boa bagagem, mas esse caso foi atípico", admitiu o inspetor Antonio Thomaz. Para a prima da mãe de Arone, ele foi uma vítima do destino. "Estava no local errado na hora errada", disse Maria Célia Matias, que o definiu como "uma pessoa linda, cheia de vida e com muitos planos para o futuro."

Natural de São Paulo, Arone morava em Mairiporã, na Região Metropolitana, com a mulher, Daniela da Silva Oliveira. Em sua página no Facebook, Arone exibia muitas fotos com Daniela. Algumas mostravam uma viagem ao litoral paulista, no último fim de semana. Feliz, ele anunciava: "O inverno acabou". A mãe dele, Geni, está voltando da Alemanha para o velório do filho, marcado para a manhã desta sexta-feira, 20.

Já João José de Souza nasceu em Santo André, no ABC paulista. Casado, morava em Franco da Rocha.

Motorista não deve parar

1. Evite parar o carro em rodovias, especialmente à noite e em locais sem iluminação. Na Rodovia Fernão Dias, por exemplo, tenha cuidado ao trafegar principalmente no trecho urbano, do km 79 em diante, por causa de onda de assaltos registrada no começo do ano, segundo a Polícia Rodoviária Federal.

2. Em casos similares, o ideal é que o motorista siga até um lugar iluminado e movimentado, como um posto de gasolina, o que reduz o risco de ser assaltado.

3. Mesmo que os pneus do carro sejam danificados por pedras, como no caso da tentativa de assalto na Rodovia Fernão Dias, é recomendável seguir adiante até um local iluminado.

4. O motorista nunca deve reagir. Se enxergar alguma movimentação estranha, o ideal é ligar para a Polícia Militar, no telefone 191, ou, se estiver na Fernão Dias, para a Polícia Rodoviária Federal: (11) 4412-3116.

 

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