'Ele escolheu beber e dirigir. E matou a minha família'

No velório, Rafael Baltresca, filho e irmão das vítimas, cobrava punição ao motorista e defendia conscientização no trânsito

PEDRO DA ROCHA, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2011 | 06h07

"Ele interrompeu a vida de uma mulher de 28 anos, que tinha tudo pela frente. Minha irmã era advogada, trabalhava com a Justiça, para fazer justiça. Espero que agora ela seja feita", disse o palestrante motivacional Rafael Baltresca, no velório da mãe e da irmã, ambas vítimas de atropelamento na calçada na frente do Shopping Villa-Lobos. No local, todos cobravam punição pelo que aconteceu.

Rafael quer que o atropelador responda criminalmente. "Foi uma barbaridade. Escolheu beber e dirigir e matou minha família inteira. Agora também vai ter de assumir a responsabilidade do que fez." Ele morava com Bruna e a mãe, a dona de casa Miriam Afif José Baltresca. O pai morreu há sete anos.

A sala do velório, no Cemitério do Araçá, na zona oeste, foi preenchida com fotos das duas e uma bandeira da igreja que Miriam frequentava e onde tocava violão, uma de suas paixões. "Ele sempre cuidou das duas, vivia para elas. Então vem alguém e faz o estrago que fez", desabafou a atriz Patrícia Pantaleão, de 29 anos, namorada de Rafael. "O atropelador não conseguirá viver com o que fez."

"Com a ajuda dos amigos e dos parentes, ele (Rafael) tem de seguir em frente, mas é difícil. Família é isso, pai, mãe e irmã. Ele perdeu todos", disse Patrícia. Sobre o futuro, Rafael diz não saber como será. "A ficha não caiu. Não penso na vida agora, porque é só um vazio."

O papel do governo. Rafael afirmou que é preciso pensar em evitar situações semelhantes. "Não é com castigo que vamos resolver, mas com conscientização. O governo tem de fazer mais campanhas para mostrar que, se dirigir embriagado, você pode matar alguém. É uma máquina em sua mão, quem for atingido não tem a menor chance."

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