Ecovias tem concessão ampliada em troca de obra contra gargalos

Empresa ganha um ano e meio na exploração de Anchieta e Imigrantes e deverá construir um anel viário na Baixada

JOSÉ MARIA TOMAZELA , SOROCABA, O Estado de S.Paulo

22 Dezembro 2012 | 02h03

A concessionária Ecovias ganhou um acréscimo de 18 meses e 11 dias na concessão do Sistema Anchieta-Imigrantes, que leva ao litoral de São Paulo, em troca de investimentos para eliminar gargalos. A empresa vai investir R$ 328 milhões na construção de um anel viário interligando as Rodovias Anchieta, Cônego Domênico Rangoni, Imigrantes e Padre Manoel da Nóbrega, na Baixada Santista.

O trevo atual, no km 55 da Anchieta, funciona como funil para o tráfego com destino ao Porto de Santos e às praias. Pelo local, passam em média 100 mil veículos por dia. Após as obras, que não estavam previstas no contrato assinado em 1998, o tempo de viagem pode ser reduzido pela metade. O prazo da concessão terminaria em 2023 e vai se prolongar até 2025.

Além do anel viário, será feita uma terceira faixa nos dois sentidos da Cônego Domênico Rangoni, entre o km 262 e o 270, para atender o tráfego do Polo Industrial de Cubatão. As pistas extras vão do trevo até a entrada do polo - hoje, caminhões atravancam o trecho. A empresa obteve o licenciamento ambiental e deu início aos serviços de sondagem e demarcação topográfica. A entrega da obra está prevista para setembro de 2014.

Para o diretor da Ecovias, José Carlos Cassaniga, o novo sistema vai facilitar o acesso às indústrias de Cubatão, às duas margens do Porto de Santos e às praias de Santos e do Guarujá. "Uma viagem típica do planalto ao Guarujá, de carro, vai levar 50 minutos, enquanto o caminhão vai gastar 75 minutos, ou seja, 50% menos tempo do que se leva hoje", disse.

Planalto. Outra obra, já em andamento, vai desafogar o sistema na subida da Imigrantes, na volta a São Paulo. Até maio de 2013, será construída a quinta faixa entre o km 40, final do trecho de serra, e o km 26, na saída para o Rodoanel. O objetivo é dar mais velocidade ao tráfego nos fins de semana e feriados, quando há a operação subida.

Hoje, o trecho na Imigrantes tem quatro faixas e funciona como barreira ao fluxo que sai da serra por seis faixas. Segundo Cassaniga, a capacidade vai aumentar em 25%. Duas pontes e dois viadutos serão alargados.

Os investimentos ocorrem dez anos após a inauguração da segunda pista da Imigrantes, em dezembro de 2002 - desde então, 92,8 milhões de veículos já passaram pela estrada.

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