Economia estável atrai argentino

Família brasileira também pesou na decisão

TIAGO DÉCIMO / SALVADOR, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2013 | 02h10

Casado, com dois filhos pequenos, o psiquiatra argentino Pablo Federico Valiente, de 44 anos, tinha uma vida confortável em Pinamar, balneário a 400 km de Buenos Aires - comparado, entre os argentinos, a Búzios. Tinha consultório, no qual atendia, em média, 90 pacientes por semana, morava em uma casa de 200 m2, perto da praia, com dois bons carros na garagem.

Valiente, porém, trocou toda a tranquilidade conquistada após 20 anos de atividade médica pelo programa Mais Médicos. A partir de amanhã, vai passar a atender pacientes carentes na periferia de Valença, cidade do litoral sul da Bahia, a 255 km de Salvador, que nos últimos anos vem se notabilizando mais pelo avanço dos índices de violência do que pelos atributos turísticos.

O médico admite que a mudança de vida pode ser vista como incomum, mas diz estar feliz. "Minha família é brasileira e queria voltar. E sempre tive vontade de participar de um programa de saúde da família, para não só tratar, mas prevenir doenças."

Segundo Valiente, a nova etapa deu novo ânimo à sua carreira. "É uma boa oportunidade. O salário é suficiente para viver, a economia está estável no Brasil e o País, mais sólido. Eu costumava passar os invernos no Rio, desde que era adolescente, e hoje está tudo mudado, para melhor."

O médico conta ter escolhido a Bahia por ser um Estado que "está se desenvolvendo, apesar das carências, e tem escolas para os filhos e mar".

Seu próximo desafio é encontrar um trabalho para a mulher, mineira de Caratinga, que na Argentina comandava um programa de rádio em Pinamar. "Ela quer continuar a carreira aqui."

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