''É uma cidade enorme, sem coerência''

Dominique Wolton, sociólogo francês, autor de diversos livros.

DIANA DANTAS, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2010 | 00h00

O sociólogo francês Dominique Wolton esteve cinco vezes em São Paulo, sempre a trabalho. Sua percepção da cidade é de dentro dos táxis.

"É (uma cidade) enorme, não tem coerência. Só talvez na Avenida Paulista. Há um contraste das grandes avenidas com pequenas ruas de paralelepípedos. Não há muitas áreas verdes, mas tem várias árvores." Wolton considera os paulistanos elegantes. "Usam terno e gravata. Parecem franceses ou italianos."

Ele reclama da quantidade de helicópteros e diz que aqui há muito mais do que em Nova York ou Paris (na verdade, NY ganha nesse quesito). "Os ricos deveriam investir mais em transporte coletivo e não apenas no uso privado." Mas percebe que, apesar de ter muitos edifícios, na cidade não há arranha-céus, como é comum na Ásia.

Autor de vários livros, como Informar não é Comunicar, ele ainda elogia a convivência pacífica entre culturas e etnias no Brasil. "São Paulo, Brasília e Rio simbolizam os mitos e contradições brasileiros."

Lazer. Apesar das passagens rápidas pela metrópole brasileira, Wolton conhece - e recomenda com grande empolgação - o bar Drosophyla, na Rua Pedro Taques, travessa da Consolação. "É pequeno, não é barulhento. Tem um estilo barroco, antigo. É moderninho, sem ser esnobe."

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