É um paliativo. Há confusão à vista

Em um setor marcado por "apagões" de todo tipo, qualquer medida que vise a garantir o direto dos passageiros é bem-vinda. Mas o fato é que o plano anunciado ontem é um paliativo. Desde 2006, quando as deficiências vieram à tona, os avanços foram tímidos. Os gargalos nos aeroportos continuam lá - em Cumbica, a falta de infraestrutura se estende do pátio de aeronaves até os acessos ao terminal. A Anac editou normas para proteger vítimas de atrasos e cancelamentos de voos. Mas algumas brechas persistem - uma das mais críticas talvez seja a que tira da agência a regulação dos fretados. A luta de pilotos e comissários por reajuste salarial - a data base é 1.º de dezembro - é um ingrediente a mais nesse cenário conturbado. Some-se a isso um mercado aquecido e se tem confusão à vista.

Cenário: Bruno Tavares, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2010 | 00h00

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